Campanha de vacinação

Ação contra pólio quer alcançar 11,2 milhões de crianças

Temporada de imunização começa na próxima segunda-feira e segue até dia 30. É hora de atualizar a caderneta de crianças e adolescentes até 15 anos

Bruna Lima e Renata Rios
postado em 02/10/2020 13:22 / atualizado em 02/10/2020 17:24
Gotinha contra pólio será distribuída no começo da próxima semana. Medidas sanitárias foram elaboradas para comparecimento aos postos -  (crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Gotinha contra pólio será distribuída no começo da próxima semana. Medidas sanitárias foram elaboradas para comparecimento aos postos - (crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Brasil é uma referência mundial na vacinação da população e, para se manter nessa posição, o Ministério da Saúde lançou, nesta sexta-feira (02), a Campanha Nacional de Multivacinação. Mesmo em meio à pandemia de covid-19, medidas de distanciamento e segurança foram adotadas para incentivar os responsáveis a levar os filhos aos postos de saúde.

Com foco na imunização contra poliomielite de mais de 11,2 milhões de crianças, de um a menores de cinco anos, a ideia é, também, aproveitar para atualizar as cadernetas de vacinação de crianças e adolescentes de até 15 anos. A campanha vai da próxima segunda-feira a até o dia 30 deste mês.

Por causa da pandemia, as metas de vacinação infantil não foram cumpridas, acentuando um movimento que já vinha sendo percebido nos últimos cinco anos. Levantamento do Programa Nacional de Imunização (PNI) indica que metade das crianças brasileiras não recebeu todas as vacinas previstas para o ano.

"Estamos todos aqui, do SUS, do ministério, Conass e Conasems (conselhos nacionais de secretários de saúde estaduais e municipais) para demonstrar a importância de vacinar as pessoas. Observar as 18 vacinas da multivacinação é realmente fantástico, poder nos prevenir disso. Vai da BCG, da hepatite B até o HPV, passando por rotavírus, poliomielite, varicela, difteria, sarampo, caxumba, rubéola, pneumonia", detalhou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

Rede preparada

Na coletiva, o ministério reforçou que a rede pública está preparada para vacinar de maneira segura. Entre as medidas que visam mitigar os riscos da infecção pelo novo coronavírus está a de administrar os imunizantes em locais abertos; garantir local apropriado para higienizar as mãos ou disponibilizar álcool 70% para higienização das mãos; realizar triagem das pessoas que apresentarem sintomas respiratórios; e a orientação para que apenas um acompanhante esteja com a criança ou adolescente.

Além de ressaltar a importância de comparecer aos postos, Pazuello frisou a necessidade em confiar nos imunizantes. "Quando nós oferecemos uma vacina, a mãe e o pai têm que ter confiança para levar o filho para tomar a vacina. Confiar porque são especialistas muito qualificados que estão por trás da vacina. Trabalhamos muito para acrescentar, nesse rol, a vacina para combater a covid-19", adiantou, acrescentando que o programa pode incorporar a produção de diferentes iniciativas.

Elogios ao programa

A representante da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Socorro Gross, participou do evento e elogiou o programa de vacinação brasileiro. "Nós hoje também queremos mandar uma mensagem para parabenizar a todos esses heróis e heroínas, que são os trabalhadores da saúde que estão na ponta. Que fazem com que a vacina esteja em todo canto do Brasil", disse.

Socorro destacou que a responsabilidade pela vacinação é ampla, e abrange desde o Estado até a família. "Esse é o melhor presente que nós damos às nossas famílias, e não somente aos nossos filhos. O programa de vacinação do Brasil é um programa que é para a família", elogiou.

 

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