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Sementes não encomendadas já chegaram a 25 das 27 unidades da Federação

Até o momento, foram 258 pacotes entregues ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Apenas o Maranhão e o Amazonas não tiveram ocorrência de recebimento

Renata Rios
postado em 06/10/2020 11:42 / atualizado em 06/10/2020 11:44
Dados preliminares sobre 39 amostras em análise acusam a presença de ácaro vivo em uma porção e duas outras com bactérias -  (crédito: Gabriel Zapella/Cidasc/Divulgação)
Dados preliminares sobre 39 amostras em análise acusam a presença de ácaro vivo em uma porção e duas outras com bactérias - (crédito: Gabriel Zapella/Cidasc/Divulgação)

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) deu novas informações sobre as sementes não solicitadas que foram entregues em endereços de brasileiros. Ao todo, são 258 pacotes, até o momento, e as ocorrências atingem 25 das 27 unidades da Federação. A pasta reforçou que, ao receber o material, a pessoa não deve abrir, manusear nem plantar as sementes. O conteúdo deve ser entregue à Superintendência Federal de Agricultura de estado ou a órgão estadual de defesa agropecuária.

No Brasil, de acordo com as informações do Mapa, os pacotes, com até 3 quilos, são centralizados em Curitiba, o que traz uma vantagem para o controle de entrada. Até agora, foram 33.700 pacotes identificados. Desse total, 26.111 foram destruídos e 2.383, devolvidos à origem. Esses embrulhos passam por um scanner. Os materiais suspeitos são encaminhados para o Mapa. Um cachorro treinado também ajuda a fazer a triagem. São cerca de 250 mil pacotes por dia passando no local.

Dados preliminares sobre 39 amostras em análise acusam a presença de ácaro vivo em uma porção e duas outras com bactérias. Já fungos estão presentes em 25 amostras, equivalente a 64,1% do total. Entre as porções com fungos, três tipos já foram identificados, mas ainda não há mais informações sobre esses casos. Das 17 amostras sequenciadas, sete têm potencial quarentenário.

O diretor do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas, Carlos Goulart, ponderou que esses materiais recebidos trazem risco. Eles podem conter fungos, bactérias e ácaros, por exemplo, e as sementes são um material com alta capacidade para dispersar pragas. Durante a coletiva também foi reforçado que o cidadão não será autuado e que a ideia é contar com a colaboração da população. 

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