PRESSÃO

Caso Robinho: patrocinadores ameaçam sair se o Santos não dispensar jogador

Atacante foi condenado em primeira instância na Itália pelo estupro coletivo de uma mulher; atleta aguarda recurso em segunda instância

Maíra Alves
postado em 16/10/2020 17:15 / atualizado em 16/10/2020 17:18
 (crédito: Divulgação/Santos FC)
(crédito: Divulgação/Santos FC)

Após a revelação, nesta sexta-feira (16/10), das gravações que auxiliaram na condenação do atacante Robinho por violência sexual contra uma mulher na Itália, patrocinadores cobram que o Santos desista de contratar o atleta.

Caso o clube decida prosseguir com o contrato com o jogador, patrocinadores cogitam realizar a rescisão dos contratos ou a suspensão dos pagamentos até que haja o julgamento em segunda instância na Itália.

Posicionamento dos patrocinadores

A Kicaldo emitiu uma nota nas redes sociais em que diz "repudiar todo tipo de violência" e, caso o contrato com o jogador seja mantido, o patrocínio da empresa será retirado. 

"Comunicamos o Santos que, caso o clube não rescinda o contrato com o jogador em questão, retiraremos nosso patrocínio. A Kicaldo repudia todo tipo de violência, e por isso vamos seguir agindo sempre de acordo com nossos valores", afirmaram.

A empresa de produtos eletrônicos Philco afirmou que "repudia veementemente a contratação do atleta Robinho, após a constatação dos fatos”. Caso a admissão prossiga, a Philco diz que revogará o contrato com o clube, pois “a situação não compactua com os valores da marca".


A Kodilar Alimentos aguarda o posicionamento do Santos e pede para que o caso seja solucionado o mais rápido possível. "Nossa empresa tem imagem positiva em tudo o que faz. Não queremos ser penalizados por isso", pontuam.

Já a Tekbond, do grupo Saint-Gobain, "repudia toda e qualquer situação de violência e promove o respeito à diversidade e a inclusão em suas operações". E ressalta que a continuidade do patrocínio está condicionado ao cancelamento da contratação do atacante.

Também por meio de nota, o Grupo Foxlux disse que o esporte é uma ferramenta de transformação das pessoas, além de ser uma estratégia de impulsionamento da marca. O grupo destaca que, apesar de não ter nenhum poder de ingerência nas ações operacionais do clube, a situação de Robinho impacta as marcas do grupo e “conflitam com nossos valores de atuação”. FoxLux aguarda informações sobre quais ações serão tomadas em relação ao jogador.

A Unicesumar, como o grupo Foxlux, aguarda o posicionamento do clube e diz “repudiar qualquer ato de violência”, em busca de sempre promover ações para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e solidária.

A patrocinadora Casa de Apostas, assim como as outras empresas, disse estar atenta a todas as movimentações e informações envolvendo o caso. “Diante dos novos fatos, notificamos o clube sobre a impossibilidade da continuidade do contrato de patrocínio caso se mantenha a decisão em prosseguir o vínculo com o jogador. Aguardamos a decisão final da diretoria do clube até segunda-feira para definirmos o futuro da parceria”, concluíram.

Perda de patrocínio 

Até o momento, a única patrocinadora que rompeu o contrato com o time foi a Orthopride. A empresa entendeu que a sua imagem com o público feminino é mais importante do que a estampa da marca no uniforme a ser usado por Robinho.

Além de patrocinar o clube, a Orthopride também oferecia assistência odontológica para os atletas da base, ao time feminino e aos integrantes do profissional. O acordo do Santos com a Orthopride já durava mais de dois anos e os dirigentes já negociavam a renovação.

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