Covid-19

"Estamos adiantados", diz Pazuello sobre plano vacinal da covid-19

Ainda não existe definição de cronograma e grupos prioritários porque, segundo o Ministério da Saúde, é necessário analisar os estudos que comprovem eficácia e segurança na fase 3 dos estudos clínicos

Bruna Lima
Maria Eduarda Cardim
postado em 26/11/2020 19:49
 (crédito: Robyn Beck / AFP)
(crédito: Robyn Beck / AFP)

Enquanto as farmacêuticas que pesquisam vacinas contra a covid-19 finalizam os testes e se aproximam de um futuro registro nas agências reguladoras, os países começam a preparar os planos de vacinação para 2021. Apesar de não dar muitos detalhes, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta quinta-feira (26//1), que o Brasil está adiantado no planejamento da vacinação contra a covid-19.

“O Brasil possui o maior programa de imunização do mundo, que é o PNI (Programa Nacional de Imunização), e eu vejo novas discussões sobre o plano de imunização para a covid-19. Temos a maior expertise do mundo para fazer isso e nós estamos fazendo com tranquilidade, com 10 grupos setoriais trabalhando, ouvindo todo mundo. Podem ficar tranquilos, nós estamos acima do momento, estamos adiantados”, afirmou durante a coletiva a cerimônia de lançamento de ações de prevenção e cuidado da prematuridade

Segundo Pazuello, é necessário que os dados dos estudos que comprovem eficácia e segurança na fase três dos estudos clínicos sejam divulgados, dando os detalhes necessários para consolidar o cronograma e os grupos prioritários. “Quando estiver com mais dados logísticos das vacinas, a gente fecha o plano. A lógica é a mesma de qualquer plano nosso: estudar os públicos alvos, estudar as regiões mais afetada, com gente muito capacitada”.

O ministro sugeriu ainda que os grupos que serão vacinados já estão definidos. “Precisamos aproximar um pouco mais do momento da chegada para fechar o plano logístico, não o plano de quais são os grupos, dessa estrutura toda. Isso já está pronto, essa fase já está pronta”, disse.

Vacinas

Três candidatas que realizaram testes de fase três no Brasil já iniciaram o processo de submissão contínua junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a fim de conseguir o registro, permitindo distribuição e comercialização dos imunizantes à população.

Nesta quinta-feira (26), a farmacêutica Pfizer enviou os primeiros documentos dos testes clínicos referentes à vacina contra a covid-19 BNT162b2. Anteriormente, já haviam iniciado o procedimento de envio parcelado a farmacêutica AstraZeneca, responsável pela produção da vacina de Oxford, e a Sinovac, que lidera o desenvolvimento da chinesa CoronaVac, junto ao Instituto Butantan.

Até o momento, o governo federal tem acordo assinado para compra da vacina produzida pela laboratório AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, no Reino Unido e também integra o Covax Facility, iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a distribuição de imunizantes licenciados.

Na última semana, o Ministério da Saúde se reuniu com quatro farmacêuticas que estão à frente da produção de vacinas contra o novo coronavírus, para conhecer conhecer os resultados dos testes em andamento e as condições de compra, logística e armazenamento oferecidas por cada uma. Foram realizadas reuniões com a Pfizer, Janssen, da Johnson & Johnson; Instituto Gamaleya, e Bharat Biotech.

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