COVID-19

SP centralizará dados sobre covid em escolas

Se detectado um caso de covid-19, o colégio deverá enviar os dados informando se o infectado é aluno, professor ou auxiliar, se pertence a grupo de risco e com quem teve contato. A estratégia visa a reduzir o risco de surtos nas escolas

Agência Estado
postado em 19/12/2020 12:08 / atualizado em 19/12/2020 12:09
 (crédito: REUTERS / Amanda Perobelli)
(crédito: REUTERS / Amanda Perobelli)
O governo paulista vai centralizar registros de infecções pela covid-19 nas escolas públicas e particulares. Um sistema do site da Secretaria da Educação será abastecido pelos colégios estaduais, municipais e privados indicando casos de contaminação de alunos e professores e os contatos que tiveram. Se detectado um caso de covid-19, o colégio deverá enviar os dados informando se o infectado é aluno, professor ou auxiliar, se pertence a grupo de risco e com quem teve contato.
A estratégia visa a reduzir o risco de surtos nas escolas e também a informar a secretaria sobre os registros da covid-19 e o papel - ou não - do colégio no aumento de casos. Todas as escolas, incluindo as municipais de 400 cidades, serão obrigadas a preencher a plataforma. As municipais da capital não terão serão obrigadas a isso, porque são reguladas por um conselho municipal próprio - mas podem participar se quiserem.
Se for detectado um caso de infecção, o colégio deverá enviar os dados e dizer também os dias da semana em que foi à escola. "Como estamos falando de voltar em todas etapas, é importante que o rastreamento seja cada vez maior", disse ao Estadão o secretário Rossieli Soares. A plataforma vai ao ar a partir da próxima terça-feira.
Carlos Magno Fortaleza, infectologista do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, explica que a detecção de um caso suspeito na escola pode motivar uma triagem de sintomas mais rigorosa entre os que ficaram próximos do contaminado. Havendo crescimento nas infecções, pode-se recomendar até uma quarentena para toda a turma.
A adoção da estratégia foi pactuada com a Associação Brasileira de Escolas Particulares (Abepar) e o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de São Paulo (Sieeesp), além da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
 

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