PANDEMIA

Clínicas privadas do país devem oferecer vacina indiana contra a covid

Nesta segunda-feira (4/1), representantes do setor embarcarão para a Índia, onde conhecerão a fábrica da Bharat Biotechl. A previsão é que as vacinas cheguem ao Brasil em março deste ano

Darcianne Diogo
postado em 03/01/2021 23:32 / atualizado em 03/01/2021 23:32

A Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC) informou, neste domingo (3/1), que pretende comprar 5 milhões de doses da vacina Covaxin, da Índia, que serão disponibilizadas ao mercado privado brasileiro. A vacina imunizante contra o novo coronavírus é fabricada pela empresa de biotecnologia Bharat Biotec.

Nesta segunda-feira (4/1), o presidente da ABCVAC, Geraldo Barbosa, e membros da diretoria da entidade embarcarão à cidade de Hyderabad, capital do estado de Telangana, no sul da Índia, para conhecer a fábrica da empresa. Segundo a associação, a viagem viabilizará a importação da vacina ao Brasil pelas clínicas privadas, após autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A ABCVAC afirma que as 5 milhões de doses disponibilizadas ao mercado brasileiro devem chegar em meados de março, a depender dos trâmites de aprovação das agências reguladoras. Neste sábado (2/1), a Covaxis obteve, pelas autoridades de saúde da Índia, recomendação para uso emergencial da vacina no país asiático.

“A vacina, administrada em duas doses com intervalo de duas semanas entre elas, induziu um anticorpo neutralizante, provocando uma resposta imune e levando a resultados eficazes em todos os grupos de controle, sem eventos adversos graves relacionados a vacina. Na última fase antes da liberação para uso emergencial, ela foi aplicada em 26 mil voluntários em 22 localidades da Índia”, frisou a entidade.

Em todo o Brasil, há cerca de 200 clínicas associadas à ABCVAC, o que representa 70% do mercado privado nacional. “Inicialmente, a notícia era a de que as clínicas privadas brasileiras não teriam doses disponíveis, porém, com a entrada desse novo player no mercado, tivemos a oportunidade de negociação. Estamos muito felizes em ter a chance real de contribuir com o governo na cobertura vacinal, utilizando da saúde suplementar para desafogar os gastos públicos”, explicou o presidente da associação, Geraldo Barbosa.

A tecnologia de vírus inativo, utilizada pela Bharat Biotech no desenvolvimento da Covaxin, permite que o acondicionamento da vacina seja realizado entre 2° a 8°C. A previsão é de que seja lançada no mercado em fevereiro desse ano, e a projeção é de que sua validade contra a covid-19 seja de 24 meses.

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