Santarém

Jovem diz ter matado padre e que eles tinham ‘relacionamento amoroso’, no Pará

Cristian Roberto da Silva, 19 anos, confessou o crime à polícia nesta segunda-feira (4); ele contou, ainda, que pretendia fugir com o carro da arquidiocese até se envolver em um acidente

Correio Braziliense
postado em 05/01/2021 18:47
 (crédito: Reprodução/Redes Sociais)
(crédito: Reprodução/Redes Sociais)

O jovem Cristian Roberto da Silva, 19 anos, acompanhado do advogado, compareceu, na tarde desta segunda-feira (4/1), à 16ª Seccional Urbana de Polícia Civil do Pará e confessou ter matado o padre José Ronaldo Gomes de Brito, de 37 anos, durante a virada de ano em Bela Vista do Juá, em Santarém (PA).

A Polícia Civil informou, por meio de nota, que o suspeito de assassinar o padre foi liberado após prestar depoimento. Equipes da delegacia realizam diligências para esclarecer o homicídio. O G1 Santarém e Região apurou que uma segunda pessoa é investigada por suspeita de envolvimento no crime.

‘Relacionamento amoroso’

Em depoimento, o jovem teria revelado que ele e José Ronaldo mantinham um ‘relacionamento amoroso’, mas que haviam discutido. À polícia, Cristian confessou o crime. Segundo a corporação, ele contou que, após ter matado o padre com um golpe de faca no pescoço, pegou o carro da arquidiocese que era usado por José Ronaldo, com a intenção de fugir, mas acabou perdendo o controle do veículo, que se chocou no muro de uma residência na avenida Fernando Guilhon, ainda na madrugada do dia 1º de janeiro.

Por causa do acidente, Cristian chegou a ser conduzido pela Polícia Militar à Polícia Civil, entretanto, naquela ocasião ele ainda não era considerado suspeito de um crime de homicídio. O corpo do padre José Ronaldo só foi encontrado na manhã do último domingo (3/1), em adiantado estado de decomposição.

José Ronaldo foi enterrado na manhã desta segunda, em um cemitério particular de Santarém. O velório foi restrito apenas a alguns religiosos a fim de evitar aglomeração.

Momento difícil para a Igreja Católica no Pará 

A divulgação de um caso de relação amorosa seguida de violência chega em um momento delicado para a Igreja Católica no estado do Pará. Desde o final de 2020, fiéis locais acompanham um outro caso, dessa vez envolvendo o arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira, qeu foi denunciado por ex-seminaristas por condutas que envolviam abusos sexuais e morais entre os anos de 2010 e 2014. Recentemente, eles detalharam as denúncias com conteúdos chocantes. 

Por conta disso, o religioso é alvo de investigações da Polícia Civil e do Ministério Público. Sem citar os casos diretamente, ele nega que tenha cometido os crimes. 

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