Pandemia

Outras vacinas podem ser autorizadas para uso emergencial no Brasil

Até agora, a Coronavac e a Sinovac foram aprovadas pela Anvisa. O programa de vacinação nacional, iniciado nesta segunda-feira (18/1) deve contar, ao longo dos meses, com outros imunizantes, como a vacina de origem russa Sputnik V e a desenvolvida pela Pfizer

Carinne Souza*
Bruna Pauxis*
postado em 18/01/2021 18:54
 (crédito: NATALIA KOLESNIKOVA / AFP)
(crédito: NATALIA KOLESNIKOVA / AFP)

Após a aprovação, para uso emergencial, das vacinas produzidas pelo Instituto Butantan e pela Fiocruz, há uma expectativa em relação a outros imunizantes que podem vir ao Brasil. Esses produtos, no entanto, ainda dependem de conclusão de pesquisas e de autorizações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

Um dos imunizantes ainda não presentes no Brasil é produzido pela Pfizer, em parceria com a farmacêutica Alemã BioNTech. A vacina tem a maior taxa de eficácia geral (95%) e é a mais administrada no mundo. Na tarde desta segunda-feira (18/01), a farmacêutica informou ao Correio que "segue com o processo regulatório de submissão contínua da vacina junto à Anvisa".

A Pfizer também pontuou que a negociação é confidencial, mas informou que "ainda aguarda a decisão do governo brasileiro para estabelecer um contrato de fornecimento, tendo como base as condições e os termos acordados e necessários para um acordo definitivo, com base nas doses ainda disponíveis para distribuição". A nota também relembra que a fabricante enviou três propostas para uma possível aquisição de 70 milhões de doses.

A vacina Sputnik V, desenvolvida na Rússia e aprovada em diversos países da América do Sul, também pode chegar ao Brasil. No sábado (17/01), a Anvisa negou o pedido da farmacêutica por "descumprir requisitos mínimos para análise", mas a empresa afirmou que voltará a encaminhar os documentos solicitados pela Agência para autorização de uso emergencial no Brasil. O Fundo Soberano Russo (RDIF) já havia encaminhado a documentação ao seu parceiro no país — a União Química — mas a Anvisa devolveu a solicitação, sob a justificativa de que o imunizante não havia finalizado todas as fases dos testes clínicos.

Segundo o jornal indiano “The Hindu”, o RDIF enviará novamente a solicitação à agência reguladora brasileira. “Em uma semana serão entregues todas as informações adicionais solicitadas pela Anvisa para obter a autorização de uso emergencial da vacina no Brasil (incluindo a permissão para começar a Fase 3, os testes clínicos, no país)”, afirmou um porta-voz do RDIF ao veículo asiático. O Correio tentou contato com o RDIF, mas não obteve retorno. O espaço permanece aberto para resposta.

*Estagiárias sob a supervisão de Carlos Alexandre de Souza 

 

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