Vacinação

Moradoras do RJ são vacinadas aos pés do Cristo Redentor

Técnica de enfermagem e idosa de 80 anos recebem as primeiras doses de CoronaVac. O carregamento com os imunizantes chegou ao Aeroporto de Santos Dumont com quatro horas de atraso

Edis Henrique Peres*
postado em 18/01/2021 19:39 / atualizado em 18/01/2021 19:44
Dulcineia da Silva e Teresinha da Conceição recebem dose da CoronaVac -  (crédito: Reprodução)
Dulcineia da Silva e Teresinha da Conceição recebem dose da CoronaVac - (crédito: Reprodução)

O Rio de Janeiro começou o programa emergencial de vacinação no fim da tarde de ontem. Duas moradoras do estado fluminense receberam a imunização contra a Covid-19 nesta segunda-feira (18/01), aos pés do Cristo Redentor. As vacinas, vindas de São Paulo, chegaram pouco antes das 17 horas ao aeroporto Santos Dumont, após quatro horas de atraso, em razão de problemas logísticos. Do aeroporto, o imunizante foi levado de helicóptero para o Palácio Guanabara e transportado para o Cristo Redentor.

A técnica de enfermagem Dulcineia da Silva, de 59 anos, recebeu a dose porque está na linha de frente contra o novo coronavírus. Ela trabalha no hospital Municipal Ronaldo Gazolla, unidade especializada no tratamento do novo coronavírus no Rio. A técnica de enfermagem atua há oito meses no combate à pandemia no Rio e trabalha há oito anos como agente comunitária de saúde.

A segunda moradora do Rio a ser imunizada é Teresinha da Conceição, de 80 anos, que foi acolhida pelos serviços da Prefeitura em 2015. Teresinha morava no bairro Santo Cristo, na Zona Portuária, em uma localidade sem saneamento básico e próxima a uma ribanceira. Como havia risco de desabamento, Teresinha da Conceição viu a casa ser demolida pela Defesa Civil. Beneficiária do BPC (Benefício de Prestação Continuada), Teresinha faz parte do projeto do município do Rio de Janeiro chamado de “Agente experiente”.

As duas mulheres foram vacinadas por Adélia Maria dos Santos, de 71 anos, que trabalha na Secretaria Municipal de Saúde desde 1979 e é uma das fundadoras do Programa de Imunização da cidade. Adélia participou das primeiras campanhas de vacinação contra o sarampo e a poliomielite. Hipertensa e diabética, a funcionária da secretaria trabalhou em regime de home office durante a pandemia.

*Estagiário sob a supervisão de Carlos Alexandre de Souza 

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