Pandemia

Sociedade de Infectologia do DF critica postura "radical" do CRM

Após o Conselho Regional de Medicina no DF se declarar contra o fechamento generalizado como medida de controle da covid-19, a SIDF afirma não ter sido consultada e se diz contrária ao posicionamento do CRM

Natália Bosco*
postado em 01/03/2021 21:31 / atualizado em 01/03/2021 21:42
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O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) declarou ser contra o lockdown decretado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) em Brasília. Nesta segunda-feira (01/03), o CRM enviou um ofício ao governador no qual afirma ser “contra o lockdown como medida de controle de transmissão”. Segundo o Conselho, a medida é “ineficaz” e “atenta contra os direitos fundamentais da Carta Magna”.

O ofício do Conselho cita o estado do Amazonas como exemplo. Segundo o documento, o estado teve o maior índice de isolamento social do Brasil e apresentou o maior número de internações e mortes por covid-19.

Além disso, o CRM destaca que “a restrição maior de liberdade causa o aumento da incidência de transtornos mentais e agravamento das demais doenças crônicas, além de prejuízo irremediável à economia”.

Como resposta, a Sociedade de Infectologia do Distrito Federal (SIDF) divulgou nota. A SIDF informa que, “apesar do Conselho Regional de Medicina do DF ter nomeado uma Câmara Técnica de Infectologia, a mesma nunca foi consultada antes da emissão dos posicionamentos recentes, que são a favor do tratamento específico precoce para covid-19 e contra o lockdown”.

Casos extremos

A SIDF atesta que o DF, assim como o restante do Brasil, encontra-se em uma grave crise de saúde pública, o que requer que as melhores medidas de contenção sejam implementadas, visando assim o benefício da sociedade como um todo.

“O lockdown já se mostrou, em várias partes do mundo, uma medida útil para controle da transmissão da covid-19, devendo ser adotado em casos extremos”, contra argumenta a Sociedade de Infectologia. “Não é admissível, entretanto, que haja um posicionamento radical, contra a medida de forma geral, como fez o CRM-DF”, pontua.

Por fim, a SIDF esclarece que possui membros atuantes em todo o DF, nas redes pública e privada, e se dispõe a contribuir no enfrentamento da doença.

 

*Estagiária sob supervisão de Carlos Alexandre de Souza 

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