Vacinação contra covid-19

Covid-19: Anvisa aprova uso emergencial da vacina da Janssen

Governo federal comprou 38 milhões de doses do imunizante da Janssen, no entanto, as primeiras vacinas da empresa só devem chegar ao Brasil entre julho e setembro

Bruna Lima
Maria Eduarda Cardim
postado em 31/03/2021 15:49 / atualizado em 31/03/2021 21:17
 (crédito: JOSEPH PREZIOSO / AFP)
(crédito: JOSEPH PREZIOSO / AFP)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira (31/3), o uso emergencial do imunizante contra o novo coronavírus produzido pela Janssen, farmacêutica da Johnson & Johnson. A aprovação foi concedida após todos os diretores da agência votarem a favor da autorização.

A decisão é feita por maioria simples, ou seja, de cinco diretores, três votos a favor ou contra definem o resultado.

Na terça (30), a agência concedeu o Certificado de Boas Práticas de Fabricação (CBPF), documento necessário para a obtenção do registro de remédios e imunizantes no Brasil.

A Janssen possui contrato firmado com o Ministério da Saúde. O cronograma proposto pela Janssen ao governo federal, por exemplo, prevê a disponibilidade de 16,9 milhões de doses entre julho e setembro e outras 21,1 milhões de doses entre outubro e dezembro de 2021. A vacina, que se baseia na tecnologia de vetor viral não replicante, teve eficácia comprovada de 66% nos testes clínicos e prevê apenas uma dose.

Outras vacinas

Ao todo, cinco vacinas já receberam o aval da Anvisa para serem aplicadas na população brasileira. Enquanto a vacina Cominarty, da Pfizer, vacina da Universidade de Oxford/AstraZeneca, produzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), conseguiram o registro definitivo, a CoronaVac, da Sinovac/Instituto Butantan, a Covishield, que foi desenvolvida pela Universidade de Oxford/AstraZeneca, mas é produzida no Instituto Serum, na Índia, e agora, a vacina da Janssen, possuem a autorização para uso emergencial.

Apesar de ter cinco vacinas aprovadas, a população brasileira só utiliza, neste momento, três: a Covishield, a vacina de Oxford/AstraZeneca e a Coronavac. Isso porque o governo federal só fechou o contrato para a compra da vacina da Janssen e da Pfizer no início deste ano, e as doses devem chegar ao país só nos próximos meses.

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