No Rio de Janeiro, policiais civis prenderam uma mulher suspeita de comandar um esquema ilegal que vendia clandestinamente doações de cabelos humanos usados para ajudar no tratamento contra câncer. De acordo com a polícia, a prisão ocorreu em um motel no dia 20 de abril. A mulher é acusada por associação criminosa e falsidade ideológica.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas lojas, na residência dos envolvidos e em ONGs. Agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) apreenderam aproximadamente meia tonelada de cabelos humanos, além de documentos e dinheiro.
Denúncias e investigações indicavam que a acusada recebia os cabelos de organizações sociais e confeccionava perucas. Entretanto, a mulher ficava com boa parte das doações e as comercializavam em lojas próprias da associação criminosa.
A Polícia Civil (PCRJ) estima que o “negócio fraudulento rendeu milhões de reais”. As atividades ilegais também ocorreram nos Estados Unidos, através de uma loja em Miami. As investigações prosseguem para identificar se há a prática de outros crimes associados e a participação de outros envolvidos.
Uma das ONGs citadas no caso se pronunciou. Em nota nas redes sociais, a Fundação Laço Rosa disse que não compactua com atos ilícitos. A instituição afirmou que nunca comercializou cabelos de nenhum tipo e informou que está contribuindo e prestando todos os esclarecimentos solicitados pelos órgãos competentes.
A Laço Rosa ainda reiterou que “há 10 anos desenvolve um trabalho social idôneo de apoio a pacientes em tratamento de câncer de mama em todo o Brasil em diversas frentes”.
*Estagiário sob supervisão de Lorena Pacheco
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