Vacinação contra covid-19

'Não tem vara de condão', diz Queiroga sobre falta de vacinas no país

Questionado sobre a falta de imunizantes disponíveis para acelerar a vacinação contra a covid-19 no Brasil, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que "há uma carência de vacinas no mercado internacional"

Diante de uma vacinação contra a covid-19 considerada lenta pelos especialistas, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, justificou a falta de imunizantes disponíveis no Brasil em razão da carência de vacinas no mercado internacional. Durante coletiva de imprensa, realizada após visita às instalações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Queiroga afirmou que o Ministério da Saúde não tem “vara de condão” para resolver os problemas da falta de vacinas nos estados e municípios brasileiros, que chegaram a paralisar a imunização contra a covid-19.

“O Ministério (da Saúde) não tem vara de condão para resolver todos os problemas. A gente trabalha todos os dias para trazer alternativas para a população brasileira. [...] Se eventualmente há um problema com um município é porque essa logística precisa ser melhor coordenada. Não é só o Ministério da Saúde. A pasta atua em parceria com as secretarias estaduais e municipais de Saúde”, afirmou quando foi questionado sobre a paralisação da imunização em Curitiba e em Goiânia.

Na fala de abertura, antes de ouvir as perguntas dos jornalistas, o ministro reconheceu que o país pode avançar mais na vacinação, mas ponderou que, para isso, precisa de mais vacinas. “Há uma carência de vacinas no mercado internacional”, afirmou.

Para exemplificar a falta de vacinas no cenário mundial, Queiroga citou o atraso nas entregas dos imunizantes aos países que aderiram à iniciativa Covax Facility, da Organização Mundial da Saúde (OMS). “O governo fez uma parceria com a OMS, através da Covax Facility, e nós, em outubro, alocamos 150 milhões de dólares para ter uma cobertura de 10% da população. E há atrasos lá na entrega dessas vacinas porque é um problema mundial. Isso não é algo só do Brasil”, disse.

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