Manifestação

Mulher é presa em protesto contra motociata de Bolsonaro em Porto Alegre

Usuários do Twitter repercutiram o caso. Detenção foi feita pela Brigada Militar do Rio Grande do Sul e a Secretaria da Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul afirmou que a mulher ameaçou os motociclistas que passavam e desacatou autoridades

Correio Braziliense
Estado de Minas
postado em 10/07/2021 17:11 / atualizado em 10/07/2021 17:33
Mulher é presa durante motociata do presidente Jair Bolsonaro em Porto Alegre (RS) -  (crédito: Reprodução/Twitter)
Mulher é presa durante motociata do presidente Jair Bolsonaro em Porto Alegre (RS) - (crédito: Reprodução/Twitter)

A Brigada Militar do Rio Grande do Sul prendeu, neste sábado (10/7), uma mulher durante a motociata do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Ela protestava contra o ato batendo em uma panela. O caso teve grande repercussão no Twitter. O vereador de Porto Alegre Matheus Gomes (PSOL) escreveu na rede social que conversou com testemunhas para tomar medidas sobre o fato.

"Abuso policial! Uma cidadã de Porto Alegre acabou de ser presa por bater panela, enquanto acontecia a motociata de Bolsonaro! Isso é um absurdo! É repressão ao direito de manifestação! Acabei de conversar com pessoas que presenciaram o fato e estamos vendo como auxiliar", escreveu o vereador.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul, a mulher de 47 anos ameaçou os motociclistas que passavam e foi solicitada por diversas vezes a se afastar da via para "evitar um possível acidente". "Apesar das repetidas tentativas das PMs de afastar a mulher, ela desobedeceu a ordem, desacatou as PMs que a abordaram, tentou chutar um dos motociclistas e manteve as ameaças de agressão", afirmou a secretaria.

Diante disso, a manifestante foi contida no local e conduzida até a 2ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), onde, foi liberada após a produção de termo circunstanciado por desobediência.

A Secretaria de Segurança Pública do RS informou ainda que a Brigada Militar abrirá procedimento para apuração, em nome da transparência e do rigor com os fatos, mesmo diante de "uma situação específica, onde apontam evidências que justificam o recolhimento da manifestante". 

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, também se pronunciou sobre o caso no Twitter e disse que "a Brigada Militar atuou para garantir a ordem e a segurança a manifestantes de ambos os lados". 

O caso acontece dois dias depois da condução do cozinheiro Eduardo Lazzari. Ele prestou depoimento à polícia, depois de reclamar que precisaria cozinhar para o presidente em um hotel situado na cidade de Bento Gonçalves (RS).

"Urgente! A polícia prendeu uma pessoa que batia panela contra Bolsonaro agora em Porto Alegre, dois dias depois de prender um cozinheiro", escreveu Manuela d’Ávila (PCdoB), candidata derrotada à vice-presidência do Brasil em 2018.

Motociata

Após uma semana marcada por confrontos com a CPI da Covid e com mais denúncias sobre sua gestão na pandemia, Bolsonaro participou da motociata ao lado de apoiadores na manhã deste sábado.

Segundo publicações nas redes sociais, o grupo de manifestantes se concentrava na Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) desde cedo. De lá, o grupo partiu depois das 10h para o passeio com o chefe do Executivo.

Assim como aconteceu nos atos anteriores, Bolsonaro não usou máscara. O presidente estava acompanhado de Luiz Eduardo Ramos, ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, e do deputado federal Bibo Nunes (PSL-RS).

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