Pandemia

Anvisa recebe pedido de uso emergencial de medicamento contra a covid-19

O Sotrovimabe é um anticorpo monoclonal e ainda não teve estudos clínicos conduzidos no Brasil. Agência verificará, nas próximas 24 horas, se todos os documentos necessários para a avaliação estão disponíveis

Maria Eduarda Cardim
postado em 19/07/2021 20:31

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu, nesta segunda-feira (19/7), a solicitação de autorização temporária de uso emergencial do medicamento Sotrovimabe. O remédio é um anticorpo monoclonal e ainda não teve estudos clínicos conduzidos no Brasil.

A empresa Glaxo Smith Kline Brasil Ltda. pede à Anvisa que o fármaco seja autorizado no país para o tratamento da covid-19. Segundo a agência, nas primeiras 24 horas, os técnicos verificarão se todos os documentos necessários para a avaliação estão disponíveis.

“Se houver informações importantes faltando, a Anvisa pode solicitar as informações adicionais ao laboratório”, informou o órgão regulador. Após isso, com a documentação completa, o prazo de análise do pedido de medicamento é de 30 dias.

Proxalutamida

Ainda nesta segunda-feira (19), a Anvisa autorizou um estudo clínico com o medicamento proxalutamida. O estudo de fase 3 avaliará a segurança e eficácia do remédio na redução da infecção viral causada pelo novo coronavírus em voluntários do sexo masculino com covid-19 na forma leve a moderada. 

O medicamento foi citado pelo presidente da República Jair Bolsonaro no último final de semana, mas sua eficácia ainda não foi comprovada cientificamente. Em conversa com os jornalistas mais cedo, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que o fármaco ainda precisa ser estudado para comprovar a eficácia.

“A proxalutamida está no início dessas pesquisas e precisa se estudar mais para verificar primeiro a sua segurança, segundo a sua eficácia, e, a partir daí, se pode ser considerada para o tratamento (da covid-19)”, disse Queiroga.

O ministro ainda reforçou que o fundamental, neste momento, é avançar na campanha de vacinação. “A pandemia precisa ser contida, e é a vacina a chave para conter a pandemia”, completou.

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