Manifestação

Protestos contra o governo geram debate nas redes e assunto repercute

Os atos aconteceram neste sábado (2/10), em diversas capitais, incluindo lugares fora do Brasil, como Portugal, França e Alemanha

Sarah Paes * Especial para o Correio
Débora Oliveira
postado em 02/10/2021 17:04 / atualizado em 02/10/2021 17:49
 (crédito: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
(crédito: Carlos Vieira/CB/D.A Press)

Demonstrando insatisfação com o atual governo do Brasil, comandado por Jair Messias Bolsonaro (sem partido), diversos manifestantes foram às ruas neste sábado (2/10), pedindo o impeachment do presidente, além de reivindicarem por mais vacinas, empregos e uma menor inflação. As ações estão acontecendo em todo o país e a estimativa é de que pelo menos, 60 cidades registram o ato, sendo 14 capitais de 20 estados. Brasileiros que moram no exterior também se reuniram em diversos países.

Nas redes sociais, as manifestações têm repercutido de forma positiva e de forma negativa, deixando “Fracasso”, “Gigante” e "Lotado" entre os Trend Topics do Twitter. Humberto Costa (PT-PE), senador pelo estado de Pernambuco e um dos representantes na CPI da Pandemia, usou seu perfil no microblog para compartilhar imagens do ato em Recife e Fortaleza. “Esta é, sem dúvida, a maior manifestação do Recife pela democracia e contra o presidente Jair Bolsonaro. O sentimento de rejeição ao desgoverno só cresce”, escreveu o senador.

 

Brasília

Na capital, as manifestações tiveram início às 15h30, no Complexo Cultural da República e seguem em direção ao Congresso Nacional, pela via S1, até a Avenida José Sarney. O deputado distrital Fábio Félix usou seu perfil nas redes sociais para compartilhar registros da manifestação.

Atropelamento em Recife

Em Recife, as manifestações tiveram início na parte da manhã, após se concentrarem na Praça do Derby, os manifestantes saíram em passeata pelas ruas do Centro da capital pernambucana, por volta das 10h30. O ato foi convocado por movimentos sociais, estudantis, partidos políticos, centrais sindicais e associações indígenas.

Com cartazes com mensagens como "Fora Bolsonaro", os participantes do protesto cruzaram a Avenida Agamenon Magalhães e caminharam pela Avenida Conde da Boa Vista. Entre os gritos e pedidos, a população foi contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 32, da chamada reforma administrativa, que, segundo os participantes, “quer acabar com os serviços públicos”.

O ato infelizmente foi marcado também por um acidente devido a um motorista que estava em um Jeep e furou o bloqueio que era feito por manifestantes na Avenida Martins de Barros, perto da Ponte Maurício de Nassau. O motorista atropelou e arrastou uma advogada de 29 anos por alguns metros.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro as manifestações tiveram início na parte da manhã, por volta de 10h30.
O ato, organizado por partidos de oposição e entidades sindicais, aconteceu no Centro da capital fluminense, nas proximidades da Igreja da Candelária. Além de reivindicarem mais vacinas contra a covid-19 e a retomada do auxílio emergencial, os manifestantes também pediram pela redução nos preços de combustíveis, alimentos e gás de cozinha.

 


São Paulo

Em São Paulo os manifestantes começaram a chegar por volta de 13h. Os 18 quarteirões da Avenida Paulista foram bloqueados e tomados pela população que além de pedir pelo impeachment de Bolsonaro, protestaram também contra a atuação do governo federal durante a pandemia do coronavírus, as denúncias de corrupção investigadas na CPI da covid-19 no Congresso Nacional entre outras reivindicações.

Outros países

Brasileiros também se organizaram e realizaram protestos pacíficos fora do Brasil. Nas redes sociais, pequenos grupos compartilharam registros dos atos contra o governo brasileiro. Na cidade de Lisboa, em Portugal, o ato foi organizado pelo Coletivo Andorinha, no Largo Camões. Na Alemanha as manifestações ocorreram na capital, Berlim, e em Freiburg, organizada pelo Coletivo Brasil-Alemanha pela Democracia. Suíça (Zurique), Espanha (Madrid), Estados Unidos (Miami, Austin, Nova York), França e Áustria também reuniram grupos com cartazes pedindo o impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

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