RESSOCIALIZAÇÃO

Detentos são finalistas em concurso de desenhos

Finalistas foram selecionados entre detentos de 85 unidades prisionais do estado; trabalhos podem contar para remição de pena

Bruno Luis Barros - Especial para o EM
postado em 24/10/2021 15:03
Ao todo, os jurados do concurso selecionaram 12 desenhos que vão compor um calendário de 2022 -  (crédito: Reprodução)
Ao todo, os jurados do concurso selecionaram 12 desenhos que vão compor um calendário de 2022 - (crédito: Reprodução)

“A vida pós-pandemia: diante das dificuldades é que nasce a esperança”. Esse foi o tema de um concurso de desenhos voltado para presos e promovido pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Os três primeiros colocados cumprem pena em unidades prisionais de Muriaé, Paracatu e Unaí.

O trio foi selecionado entre detentos de 85 unidades prisionais do estado, além de pessoas atendidas em Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) – entidade civil de direito privado que se dedicada à recuperação e reintegração social de condenados a penas privativas de liberdade.

No corpo de jurados estiveram, além de profissionais da Sejusp, a renomada artista plástica Mariângela Souza e Carolina Andrade, cartunista popularmente conhecida como Carol Cospe Fogo e premiada, em 2019, com o Troféu Ângelo Agostini – evento promovido pela Associação de Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo (AQC-ESP). Logo, o time selecionou, ao todo, na última terça-feira (19/10), 12 desenhos que vão compor um calendário de 2022.

Nas redes sociais, Carol celebrou a iniciativa e elogiou a arte de Leandro Speck, o detento de Muriaé que ficou em primeiro lugar.

“Este trabalho incrível é a arte vencedora do concurso de desenhos promovido pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública e o Núcleo Sociocultural e Esportivo da Diretoria de Ensino e profissionalização do departamento penitenciário de Minas Gerais. (...) Quem me acompanha e me conhece sabe o quanto trabalho para que todos tenham as mesmas oportunidades que eu. A arte liberta”, escreveu.

O segundo e terceiro colocados foram Felipe Rangel, de Paracatu, e Bruno Marlon Santos Almeida, de Unaí.

Para a artista plástica Mariângela Souza, a arte alivia um pouco o peso do cotidiano dos presos. “Não deixa de ser uma forma de meditação, pois proporciona um esvaziar da mente quando se está fazendo algum tipo de arte. Você se desconecta de um contexto triste que porventura esteja vivendo, e para este público é uma das melhores opções para aliviar o dia a dia.”

Conforme a Sejusp, todos os presos que tiveram seus trabalhos selecionados para o concurso receberão um certificado de participação, que poderá ser validado pela Justiça como remição de pena.

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