Desaparecimento

Sumiço temporário de família em Minas pode ter ligação com seita

Investigadores estiveram na fazenda onde a família morava e ouviu de um morador das proximidades que eles "tinham sido abduzidos por uma nuvem"

Vinícius Lemos - Especial para o EM
postado em 23/11/2021 21:22 / atualizado em 23/11/2021 21:54
 (crédito: Vinícius Lemos)
(crédito: Vinícius Lemos)

O desaparecimento temporário de uma família - composta por casal, dois filhos e um neto - tem intrigado as autoridades mineiras. Após o reaparecimento de todos, ocorrido depois da investigação começar, os policiais investigam agora se o sumiço tem ligação com uma suposta seita religiosa em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O patriarca da família, por sua vez, diz estar havendo intolerância por parte do restante dos familiares.

O sumiço dos cinco familiares ocorreu no dia 25 de outubro, mas os parentes acionaram as autoridades policiais apenas na última quarta-feira (17/11). A denúncia apontava que pai (61 anos), mãe (54), filho (31), filha (24) e neto (8) desapareceram da fazenda onde residiam após dizer que viajariam em uma nave espacial - e, se não voltassem, era para alguém cuidar do gado.

Antes, contaram parentes aos policiais, o comportamento da família mudou, inclusive com relato de vizinho, outrora amigo de todos, sendo maltratado. Além disso, os denunciantes afirmaram que as fotos de todos os então desaparecidos tinham sido deletadas das redes sociais.

Por fim, as pessoas que acionaram a polícia disseram que a família havia se aproximado de uma "espécie de seita" antes do sumiço.

 

Buscas e reaparecimento

No último fim de semana, os investigadores estiveram na fazenda onde a família morava, às margens da MG-455. Os policiais ouviram de um morador das proximidades que a “a família tinha sido abduzida por uma nuvem”.

Desconfiados de que havia algo errado, os agentes prosseguiram a diligência até que a notícia de que a polícia estava à procura dos desaparecidos chegou aos ouvidos da família.

O pai, então, procurou a 8ª Delegacia de Polícia. Ele disse ser o chefe da família e que trabalha como lavrador. Contou que havia se mudado com esposa, filhos e um neto para outro lugar, porque estavam enfrentando resistência depois que resolveu seguir uma religião não aceita pelo restante da família.

O local para onde ele se mudou não foi informado pela Polícia Civil em razão da investigação. Os levantamentos agora são para saber os objetivos dessa religião e se há outras razões que levaram essas pessoas a se isolar dos familiares.

A delegada Ana Cláudia Borges Passos, titular da delegacia, instaurou inquérito policial para apurar o fato e deverá intimar os envolvidos para depoimento nos próximos dias.

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