meio ambiente

Garimpeiros começam a deixar o Rio Madeira

Correio Braziliense
postado em 27/11/2021 00:01

A demora das autoridades federais em reagir ao movimento de balsas de garimpeiros no Rio Madeira, na Amazônia, resultou na dispersão de grande parte das centenas de embarcações clandestinas que ficaram paradas, há cerca de uma semana, na região de Autazes (AM). O grupo se concentra no local onde teria sido encontrada uma grande quantidade de ouro.

As informações são de que a maior parte das balsas já deixou o local. Trocas de mensagens entre os garimpeiros sinalizam que muitos deles já estão subindo o Rio Madeira, sentido Humaitá, na fronteira do Amazonas com Rondônia.

Na quarta-feira, os garimpeiros já trocavam mensagens entre si a respeito de providências, caso houvesse algum tipo de ação por parte dos órgãos policiais e de repreensão. Eles levantavam a possibilidade de montar um "paredão" de balsas para reter a ação policial, chegaram a falar em tocaias na floresta e em "mandar bala" nos agentes.

O Ministério da Justiça mobilizou a Polícia Federal, além das Forças Armadas e de agentes do Ibama para realizarem uma ação na região. Até o momento, porém, nada ocorreu efetivamente. Informados sobre a mobilização, os garimpeiros também avaliavam a alternativa de deixarem o local.

Agentes ouvidos pela reportagem acreditam que a situação pode, de certa forma, facilitar a abordagem policial, porque evita conflitos com grande aglomeração. Além disso, as balsas se movem lentamente.

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