Arboviroses

Casos e óbitos por dengue caem de 2020 para 2021; Saúde lança campanha

Cenário nacional de casos de dengue melhora em 2021, mas alguns estados ainda registram aumento de casos

Maria Eduarda Cardim
postado em 30/11/2021 12:15 / atualizado em 30/11/2021 18:01
 (crédito: Walterson Rosa/MS)
(crédito: Walterson Rosa/MS)

O Ministério da Saúde apresentou, nesta terça-feira (30/11), dados sobre os casos e óbitos das principais arboviroses de circulação urbana, como dengue, chikungunya, zika, em 2021. Houve uma melhora geral no cenário nacional, mas alguns estados ainda apresentam alta em relação ao ano passado. Por isso, a pasta lançou uma campanha de combate ao mosquito aedes aegypti, que transmite as principais arboviroses. A campanha foca em incluir na rotina dos cidadãos atitudes que combatam a proliferação do mosquito.

"Em 2021, tivemos uma tendência de redução do número de casos de dengue em relação ao mesmo período de 2020, mas em alguns estados e municípios esses registros aumentaram", indicou a diretora do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis da pasta, Cássia Rangel.

Segundo dados do Ministério da Saúde, houve queda de 46,6% do número de casos de dengue este ano em comparação ao mesmo período do ano passado. Já em relação ao número de óbitos, o recuo foi ainda maior: 62%. Em 2021, até novembro, 212 mortes por dengue foram registradas, enquanto no mesmo período de 2020 foram confirmadas 564 óbitos.

Entre os casos de zika, também houve queda de 17,6% de um ano para o outro e nenhum óbito da doença foi registrado este ano. Já em relação aos casos de chikungunya, se observou um aumento de casos em todas as regiões brasileiras, sendo que observada maior incidência da doença na região Sudeste.

Os três estados que mais registraram casos de chikungunya foram Pernambuco (29,7 mil), São Paulo (18,1 mil) e Paraíba (9 mil). No total, o Brasil confirmou 90.147 casos da doença e 10 óbitos, diante de uma redução de 64% no número de mortes.

"A maior carga de doenças transmissíveis, em geral, cai no setor de saúde, mas a solução delas não está unicamente neste setor. Por isso, combater o mosquito precisa ser uma rotina nossa para que a gente consiga diminuir, assim, a carga dessas doenças na nossa população", disse o coordenador-geral de Vigilância das Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka. 

Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, a campanha vai durar cerca de 30 dias e conta com peças publicitárias que alertam que o cuidado com o mosquito aedes aegypti deve acontecer diariamente. "Pelo óbvio, todo esforço da saúde está voltado para combatermos a covid-19, mas outras doenças existem e precisamos estar atentos com relação a isso", ressaltou.

Entre as medidas que podem ser adotadas para o combate do mosquito aedes aegypti estão evitar água parada em pequenos objetos, pneus, garrafas e vasos de planta; manter a caixa d’água sempre fechada e realizar limpezas periódicas; vedar poços e cisternas; e descartar o lixo de forma adequada.

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