Educação e Saúde

Universidade de Oxford vai instalar unidade no Rio até 2022

Acordo foi celebrado entre o Ministério da Saúde e a instituição de educação britânica, nessa segunda-feira (6/11) no Rio de Janeiro. Ideia é que pesquisadores brasileiros atuem ao lado de pesquisadores ingleses, fortalecendo a cultura da ciência no país

João Vitor Tavarez*
postado em 07/12/2021 17:07 / atualizado em 07/12/2021 17:07
 (crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil)
(crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A primeira unidade da Universidade de Oxford nas Américas será instalada no Rio de Janeiro até 2022. O acordo — cujo anúncio ocorreu em outubro deste ano — foi celebrado nessa segunda-feira (6/12) no Centro Cultural do Ministério da Saúde, no Rio, com a participação do ministro da Saúde, representantes da instituição do Reino Unido e outras autoridades. A ideia é que pesquisadores brasileiros atuem ao lado de pesquisadores ingleses, fortalecendo a cultura da ciência no país.

Inicialmente, a parceria internacional prevê discutir áreas como cardiologia, Inteligência Artificial, atenção primária e covid-19. Segundo o Ministério da Saúde, os primeiros projetos já estão em andamento.

Além disso, o novo polo vai promover pesquisas em conjunto com Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Instituto Nacional do Coração (INC) e o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) — todos integram os centros de tecnologia do Ministério da Saúde.

Durante evento de celebração do acordo, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a parceria com o Reino Unido é natural porque são “países amigos, que cultivam a tradição e o investimento na educação e na saúde''.

“A parceria entre a Universidade de Oxford e a Fiocruz proporcionou a melhor vacina de custo-efetividade dentre os imunizantes usados no PNI. Isso é fruto de pesquisa, da colaboração e do esforço de todos nós para termos em uma instituição pública, a produção de vacinas com Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) nacional. Isso é uma conquista de todos os brasileiros”, ressaltou Queiroga.

Já o representante da Universidade de Oxford, Andrew Pollard, disse que "temos muitos jovens talentosíssimos no Brasil, que gostariam de estudar, e queremos proporcionar a eles essa oportunidade. “(A parceria vai) Fazer com que esses jovens possam estudar vacinas e doenças infecciosas em nossos programas”, comentou o cientista, que disse estar orgulhoso em celebrar a parceria em solo brasileiro.

A Universidade de Oxford foi a responsável pelo desenvolvimento dos estudos clínicos da vacina AstraZeneca, imunizante contra a covid-19 que já conta com pelo menos 118 milhões de doses distribuídas pelo Brasil, segundo o Ministério da Saúde.

A iniciativa também teve apoio do governo britânico e o suporte acadêmico e científico da Universidade de Siena, na Itália, do Institute for Global Health, do Internacional Vaccines Institute e de outras entidades pelo mundo.

*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro

 

 

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