Quarentena pode diminuir

Correio Braziliense
postado em 08/01/2022 00:01
 (crédito: Alan Santos/PR)
(crédito: Alan Santos/PR)

O PT vai denunciar a deputada Bia Kicis (PSL-DF) ao Conselho de Ética da Câmara pelo vazamento de dados pessoais de médicos favoráveis à vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a covid-19. O líder da bancada do partido, Reginaldo Lopes (MG), afirmou que a representação será entregue assim que acabar o recesso parlamentar, na primeira semana de fevereiro.

De acordo com reportagem de O Globo, Kicis compartilhou num grupo de WhatsApp os dados de Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações; Marco Aurélio Sáfadi, da Sociedade Brasileira de Pediatria; e Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, que participaram de audiência pública no Ministério da Saúde na terça-feira para tratar do tema.

"O PT na Câmara decidiu entrar no Conselho de Ética contra a deputada Bia Kicis pela postura criminosa que pôs em risco a segurança de médicos. A atitude da deputada será analisada, e ela pode até perder o mandato, que dedica desde o início a alimentar o ódio", escreveu Lopes no Twitter.

Em outra frente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) foi acionada pelo deputado Alexandre Padilha (PT-SP) para investigar o vazamento. O pedido, enviado à PGR, é de que o órgão "dimensione a responsabilidade" do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e da deputada bolsonarista.

Ontem, Queiroga desconversou sobre o vazamento. Disse que perguntas relacionadas ao tema deveriam ser direcionadas à deputada. "Eu não estava na audiência pública. Sou ministro da Saúde, não fiscal de dados do Ministério", frisou. Procurada pela reportagem, Kicis não se manifestou.

Em nota, a Associação Médica Brasileira (AMB) enfatizou "o mais profundo repúdio" ao vazamento. "A ação criminosa, por agentes públicos, teve como alvo alguns dos mais respeitáveis especialistas do país", diz o comunicado. "Informamos que tomaremos todas as medidas possíveis para responsabilizar os detratores dos médicos, inclusive do ponto de vista legal." (Cristiane Noberto e Taísa Medeiros)

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