PANDEMIA

Governo de Minas não exigirá vacinação para alunos na volta às aulas

Secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, diz que estado não pode forçar estudantes a se imunizarem, pois o Brasil não tratou a vacina como obrigatória

Estado de Minas
postado em 13/01/2022 23:03 / atualizado em 13/01/2022 23:04
 (crédito: Leandro Couri/EM/D.A Press)
(crédito: Leandro Couri/EM/D.A Press)

O governo de Minas não exigirá vacinação dos estudantes na volta às aulas, prevista para o início de fevereiro. De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, o estado não poderá forçar os alunos a se imunizarem, pois o próprio Ministério da Saúde não estabeleceu a vacina como obrigatória.

"A vacinação não é obrigatória, não é compulsória. O Brasil adotou vacinação como não obrigatória. Então, ela não vai ser algo impeditivo de uma coisa tão essencial que é a aula, mas a nossa insistência aos pais e responsáveis é que a vacina é uma proteção individual e da família muito importante".

Nesta sexta-feira (14/1), o estado receberá a primeira remessa de vacinas da Pfizer destinadas ao público infantil, com 110 mil doses. Elas chegarão às 28 unidades de saúde até sábado (15/1). As primeiras contempladas serão crianças de 5 a 11 anos com comorbidades, deficiência permanente, quilombolas e indígenas.

Baccheretti destaca a importância da vacinação, mas ressalta que a escola é um ambiente seguro: "É incrível a capacidade de infecção. Mas a escola é um ambiente controlado, pois temos o distanciamento, uso de máscaras e as professoras estão com a imunização reforçada. Falar que a escola é um ambiente mais perigoso do que o convívio social em casa é um erro".

Nesta primeira remessa de vacinas infantis, o Ministério da Saúde enviará 4,3 milhões de doses aos estados. A previsão é que até março todas as crianças até 11 anos sejam imunizadas.

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