VACINA

Novas doses da Pfizer devem chegar aos estados até terça-feira

Remessa com 1,2 milhão de unidades chegou ao aeroporto de Campinas (SP), neste domingo (16/1). Doses são destinadas a crianças

Jorge Vasconcellos
postado em 17/01/2022 05:54 / atualizado em 17/01/2022 05:55
 (crédito: Alex Sandro/TVBrasil)
(crédito: Alex Sandro/TVBrasil)

Um voo com mais 1,2 milhão de doses da vacina pediátrica da Pfizer contra a covid-19, vindo de Amsterdam, na Holanda, pousou, neste domingo (16/1), no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), segundo informações do Ministério da Saúde. Inicialmente, a previsão era que esse lote — o segundo — fosse chegar no dia 20 de janeiro, mas a entrega foi antecipada pelo laboratório.

Os imunizantes são destinados a crianças de 5 a 11 anos de idade. A antecipação da entrega permitirá que os estados recebam as doses até amanhã. "Depois de completar o esquema vacinal contra a covid-19 de mais de 145 milhões de pessoas a partir dos 12 anos, o Brasil recebe, agora, reforço para a imunização das crianças de 5 a 11 anos. Mais 1,2 milhão de doses da Pfizer desembarcaram no país na manhã deste domingo", afirma o Ministério da Saúde, por meio de nota.

A primeira remessa da vacina infantil, também composta por 1,2 milhão de doses, chegou ao país na madrugada da última quinta-feira e foi distribuída pelo Ministério da Saúde aos estados e ao Distrito Federal. Com isso, ao menos 11 capitais começaram a imunização das crianças no final de semana.

O contrato entre o Ministério da Saúde e a Pfizer prevê a entrega de 100 milhões de doses pediátricas em 2022, mas o governo federal ainda pode solicitar mais 50 milhões.

Na semana passada, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que a farmacêutica decidiu antecipar as entregas de 600 mil doses. Desta forma, o quantitativo previsto para janeiro sobe de 3,7 milhões — estimado inicialmente — para 4,3 milhões. O terceiro lote dos imunizantes pediátricos, com 1,8 milhão de unidades, está previsto para chegar ao país no próximo dia 27.

A inclusão de crianças de 5 a 11 anos no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a covid-19 (PNO) foi anunciada pelo Ministério da Saúde na semana passada, quase um mês depois de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter autorizado, em 16 de dezembro, o uso do imunizante da Pfizer.

Desde ontem, crianças de diversas unidades da federação começaram a ser imunizadas contra a covid-19. Hoje, outras doze capitais brasileiras iniciam a vacinação. São elas: Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Maceió, Teresina, Goiânia, Cuiabá, Belém, Manaus, Rio Branco, Macapá e Porto Velho.

De acordo com o ministério, a vacinação infantil contra a covid-19 ocorrerá em ordem decrescente de idade (das crianças mais velhas para as mais novas), com prioridade para quem tem comorbidade ou deficiência permanente e para crianças quilombolas e indígenas.

Ainda segundo a pasta, não é necessária autorização por escrito, desde que pai, mãe ou responsável acompanhe a criança no momento da vacinação. O órgão também orienta que os pais ou responsáveis procurem a recomendação prévia de um médico antes da imunização. Além disso, conforme o ministério, o intervalo entre as duas doses deve ser de oito semanas.

Erro

O Ministério da Saúde acompanha o caso de cerca de 40 crianças da Paraíba que receberam, equivocadamente, doses de vacinas contra a covid-19 para adultos e com prazo de validade vencido. O episódio também é investigado pelo Ministério Público Federal da Paraíba.

O erro ocorreu em uma UBS do município de Lucena. O caso veio à tona após uma mãe publicar nas redes sociais um vídeo do cartão de vacinas dos filhos com a informação de que eles foram vacinados no início de janeiro, antes da chegada das doses pediátricas ao Brasil.

A primeira remessa de vacinas para o público infantil desembarcou no país na madrugada da última quinta-feira. As doses são embaladas em frascos na cor laranja, para evitar confusão com as vacinas adultas, de embalagem azul.

Em nota, a prefeitura de Lucena disse que "uma auxiliar que aplicou indevidamente e sem autorização vacinas" e que "está pondo a disposição das famílias acompanhamento médico e monitorando as crianças". Segundo o texto, as crianças que receberam as vacinas não apresentaram reações adversas.

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