VOLTA ÀS AULAS

Mesmo com recordes de casos de covid, especialistas defendem aulas presenciais

O avanço da variante ômicron atrasou a retomada do ensino em algumas regiões do país. Apesar do aumento dos casos, especialistas afirmam que é o momento de priorizar a educação

Gabriela Bernardes*
postado em 31/01/2022 18:59
 (crédito:  Carlos Vieira/CB)
(crédito: Carlos Vieira/CB)

Nesta segunda-feira (31/1), crianças e adolescentes de todo o Brasil retornaram às escolas para o início de um novo ano letivo. Na maior parte das redes estaduais, as aulas em fevereiro serão 100% presenciais. No entanto, o avanço da variante ômicron tem preocupado pais e alunos e atrasou a retomada do ensino em algumas regiões do país.

No estado de Tocantins, a secretaria reformulou o calendário letivo e as aulas foram adiadas do dia 1° para o dia 14 de fevereiro. O início do ano escolar também foi adiado em capitais como Belo Horizonte, Manaus, São Luís e Belém. Em Teresina, as aulas da rede municipal retomarão em forma de rodízio.

Apesar do atual cenário epidemiológico ser de aumento dos casos, especialistas afirmam que é o momento de priorizar a educação. Desde o início da pandemia, o Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) vem alertando para o aumento da exclusão escolar em todo o mundo.

“A pandemia deixou ainda mais clara a importância da escola, e das aulas presenciais, para garantir a educação, a saúde mental, a nutrição e a proteção de meninas e meninos contra a violência. Sabemos que os estudantes mais vulneráveis foram os que menos puderam aprender nesses últimos anos, e muitos abandonaram os estudos. É urgente, então, ir atrás de cada um, e investir para que possam voltar para a escola, recuperar as perdas de aprendizagem e avançar”, ressalta Florence Bauer, representante do Unicef no Brasil.

Para a infectologista Maria Isabel de Moraes, do Exame Imagem e Laboratório/Dasa, com o início da vacinação do público infantil, no último dia 17, as crianças iniciam o ano letivo com um pouco mais de segurança. “Uma dose, especialmente da vacina Pfizer, já confere uma uma boa imunidade. Temos que lembrar que as crianças respondem até melhor do que os adolescentes e adultos. Já a vacina CoronaVac, que também é indicada para essas crianças entre seis e onze anos de idade, tem a vantagem que a segunda dose é aplicada já 28 após a primeira”, explica.

“O aumento dos casos de covid-19, em especial agora com essa nova variante ômicron, é algo que nos preocupa, mas a gente sabe que na verdade boa parte de todos os outros serviços já estão funcionando. Então, tendo em vista a disponibilidade de vacinas para as crianças, é meu entender que realmente as crianças devem voltar às aulas. Claro que sempre com muito cuidado”, enfatiza Maria Isabel.

*Estagiária sob supervisão de Pedro Grigori

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