Sirenes ecoam pela cidade

Correio Braziliense
postado em 18/02/2022 00:01

A Defesa Civil de Petrópolis acionou 14 sirenes do primeiro distrito da cidade como alerta para a previsão de chuva forte. Isso porque, no final da tarde de ontem, uma tempestade voltou a cair na cidade, como estava previsto pela meteorologia. Mas, desta vez, a duração foi menor, apesar de algumas áreas terem voltado a ficar alagadas — como o trecho da BR-040 que cruza o bairro Quitandinha.

Alertas também foram enviados por SMS e propagados em meios de comunicação. Estão previstas pancadas de chuva de intensidade moderada a forte hoje e amanhã, acompanhadas de "raios e rajadas de vento forte" — alertou a prefeitura. Por causa da tempestade de ontem e do solo ainda encharcado, houve um deslizamento na Rua Nova — antiga 24 de Maio. As pessoas tiveram que ser removidas pela Defesa Civil.

Por causa da quantidade indeterminada de mortes — que subirá não apenas porque as equipes ainda trabalham tirando corpos das áreas em que houve soterramento, mas, também, porque há a previsão de que as chuvas fortes continuam pelas 48 horas —, a prefeitura precisou ampliar o cemitério da cidade. Pelo menos 25 covas foram abertas.

Levantamento

Pelo menos 206 pessoas morreram em decorrência das chuvas no país desde 1º de outubro de 2021 até o início da manhã de ontem. O levantamento considera os dados da Defesa Civil dos Estados e do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres do Governo Federal. Ao menos cinco estados — São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo — registraram mortes.

Utilizando os mesmos dados do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) mostrou o efeito devastador da chuva nos últimos seis anos. Foram 637 mortes por desastres decorrentes das tempestades.

O estudo também analisou os óbitos por causa dos desastres decorrentes das chuvas. Entre 2021 e 2022, foram 67 mortes, um dos maiores índices da série histórica e superior aos 51 óbitos do período anterior. O recorte com maior número de mortes do estudo foi 2018/2019 com 327. O número engloba as 264 vítimas do rompimento da barragem de Brumadinho (MG).

De acordo com o levantamento da CNM, os prejuízos econômicos trazidos pelas chuvas nos setores de agricultura, pecuária e indústria chegam a R$ 51,3 bilhões nos últimos seis anos.

Notícias pelo celular

Receba direto no celular as notícias mais recentes publicadas pelo Correio Braziliense. É de graça. Clique aqui e participe da comunidade do Correio, uma das inovações lançadas pelo WhatsApp.


Dê a sua opinião

O Correio tem um espaço na edição impressa para publicar a opinião dos leitores. As mensagens devem ter, no máximo, 10 linhas e incluir nome, endereço e telefone para o e-mail sredat.df@dabr.com.br.

Tags