ASSEMBLEIA GERAL DA ONU

Assembleia Geral da ONU: Brasil reitera pedido de cessar-fogo na Ucrânia

Em discurso na Assembleia Geral Extraordinária das Nações Unidas, o país se posicionou, novamente, contra a invasão russa

Maria Eduarda Angeli*
postado em 28/02/2022 17:04
 (crédito: AFP)
(crédito: AFP)

Em discurso na Assembleia Geral Extraordinária da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil reiterou o pedido de cessar fogo na Ucrânia. Nas palavras de Ronaldo Costa Filho, embaixador brasileiro na ONU, é preciso fazer todo o possível para dar um basta no conflito antes que seja “tarde demais”. O evento teve início às 10h (horário de Nova York) e conta com a participação de representantes de mais de cem países.

“Estamos testemunhando uma sequência de eventos que, se não contidos logo, podem levar a um confronto muito mais amplo. Todos vão sofrer, não apenas aqueles que estão lutando”, disse o representante do Brasil. O país ainda ressaltou que o uso de força contra o território e soberania de qualquer membro da Organização é injustificável.

O diplomata afirmou: “Neste momento, precisamos de soluções construtivas, não ações que vão apenas prolongar hostilidades e espalhar o conflito”.

“Este é um momento decisivo para a nossa organização e para o mundo”, foi a fala de Costa Filho. “Estamos sob uma rápida escalada de tensões que podem colocar toda a humanidade em risco, mas ainda temos tempo de pará-la”, completou. No posicionamento, o Brasil reforçou a importância de que a Assembleia Geral e o Conselho de Segurança (CSNU) trabalhem em conjunto.

Na última sexta-feira (25), o CSNU se reuniu e votou uma um documento que condenaria a invasão russa à Ucrânia. O país de Putin, no entanto, como um dos cinco membros permanentes do Conselho, vetou a resolução. O Brasil foi um dos 15 a votar a favor do texto.

“Nós lamentamos que a resolução [do Conselho de Segurança] não tenha sido adotada, mas acreditamos firmemente que o Conselho de Segurança ainda não saturou os instrumentos disponíveis para contribuir para uma solução diplomática”, apontou o representante brasileiro.

*Estagiária sob supervisão de Pedro Grigori

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