Violência

Professora agride bebê de um ano em creche e vídeo gera revolta

Caso ocorreu em Praia Grande, litoral de São Paulo, e foi flagrado pelas câmeras de monitoramento da própria escola; família registrou boletim de ocorrência

Jéssica Gotlib
postado em 30/03/2022 13:25 / atualizado em 30/03/2022 13:41
Mãe notou mudanças no comportamento da filha, que não queria mais ir para a escola nem pentear os cabelos -  (crédito: Praia Grande Mil Grau/Reprodução)
Mãe notou mudanças no comportamento da filha, que não queria mais ir para a escola nem pentear os cabelos - (crédito: Praia Grande Mil Grau/Reprodução)

O caso de agressão a uma bebê de um ano e dez meses de idade chamou a atenção nas redes sociais nesta quarta-feira (30/3). A professora de uma creche da cidade Praia Grande, litoral de São Paulo, foi flagrada batendo na menina enquanto penteava os cabelos dela. A cena, que ocorreu em 15 de março, foi filmada e disponibilizada para os pais no circuito interno de vigilância da escola. O vídeo foi parar nas redes sociais e gerou revolta.

“O coração dói”, “barbaridade”, “absurdo”, são algumas das legendas que acompanham as imagens. A mãe da criança, que não foi identificada, contou que percebeu marcas vermelhas no rosto da filha ao buscá-la na escola naquela terça-feira. Segundo a mulher, a funcionária da portaria deu respostas evasivas quando foi questionada sobre o assunto. Foi quando ela decidiu olhar os registros do dia.

A agressão havia sido flagrada por volta das 16h. A funcionária da escola particular é vista puxando o cabelo, dando tapas e sacudindo a criança. A família registrou boletim de ocorrência e o caso está sob investigação no 2º Distrito Policial (DP) de Praia Grande. Em 17 de março, a criança passou por exames no Instituto Médico Legal da cidade, mas os laudos ainda não foram liberados.

Mudança no comportamento

Em entrevista ao portal G1, o advogado da família contou que a mãe notou que a filha vinha se assustando com facilidade e que não queria mais pentear os cabelos. O comportamento da bebê também mudou na hora de ir para a escola, a garotinha começou a chorar e se recusar a ir para a creche.

“Falavam para ela que é coisa da idade, mas ela percebia que o sono da criança estava diferente, com pesadelos, e vindo com marcas de mordida de outras crianças”, completou o advogado. A família ainda diz que tentou entender as atitudes estranhas da menina, mas a equipe da creche seguia dizendo que era algo normal para a idade.

Nota da escola

A Escola Paris, onde tudo aconteceu, informou que demitiu a funcionária por justa causa assim que tomou conhecimento das imagens, por meio do relato da mãe. A direção também diz que acompanha o desenrolar dos fatos e que é solidária à família da criança agredida. Leia o texto completo:

A família Paris, na manutenção da qualidade e transparência de seus trabalhos, vem através desta lamentar o ocorrido, infelizmente a ocorrência da conduta inadequada de uma funcionária, sendo a mesma exonerada de imediato por justa causa, foge aos princípios e preceitos educacionais e socioemocionais, onde é totalmente inadmissível qualquer comportamento, fala ou ato que venha constranger ou se quer prejudicar o alicerce familiar de suas crianças. A transparência sempre foi e sempre será o balizador da nossa escola, seguindo com competência, amor e dedicação. Sendo assim, em qualquer situação cotidiana ou inesperada aos nossos comprometimentos e responsabilidades, estamos abertos a esclarecimentos e prontos a atendê-los.

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