VIOLÊNCIA

Polícia procura travesti suspeita de matar homem estrangulado com toalha

Vítima foi encontrada nua e com as mãos amarradas em cabeceira de cama em Uberaba, no Triângulo; carro foi levado após o crime

A Polícia Militar (PM) de Uberaba procura uma travesti de 25 anos, suspeita de matar um homem de 58 anos, com requintes de crueldades, em residência do Bairro Parque Bom Retiro.

Segundo informações do registro da PM, o homem foi encontrado sem vida na tarde deste domingo (13/3) pelo irmão e a sobrinha, que tinham acesso ao local, onde ocorreu o crime. Eles foram até a casa da vítima após não conseguir contato com ele.

Apesar de a suspeita ter roubado o carro da vítima, um HB20 prata, celular e carteira com documentos pessoais, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) não confirmou qual linha de investigação vai seguir, se homicídio ou latrocínio.

A vítima foi encontrada, conforme a PM, completamente sem roupas e com os dois braços abertos e amarrados com um pano, na altura dos punhos, em pontas da cabeceira de uma cama.

Além disso, o rosto da vítima estava coberto por um tecido, sendo que o corpo estava caído com as pernas voltadas para o chão.

Segundo informações da perícia técnica da PCMG, repassadas para a PM, o homem foi vítima de estrangulamento, sendo que as armas do crime foram uma toalha e uma fronha. A perícia também informou que, apesar de a vítima ter sido encontrada amarrada, o seu corpo não apresentava sinais de luta corporal.

No local do crime também foram apreendidos cigarros, duas máscaras, preservativo, lubrificante íntimo, pinos pequenos com cocaína e a chave de um carro.

De acordo com a PCMG, assim que acionada sobre o fato, o órgão de segurança deslocou equipe da perícia criminal ao local, onde foram realizados os primeiros levantamentos. “Em seguida, o corpo do homem foi encaminhado ao Posto Médico Legal para se submeter aos exames cabíveis. A PCMG instaurou inquérito policial para apurar a autoria, a motivação e as circunstâncias do crime e a investigação tramita sob sigilo para não comprometer os trabalhos investigativos”, diz nota da PCMG.