Saúde

Varíola dos macacos: pessoas monitoradas no Rio não têm sintomas

De acordo com o órgão municipal, essas pessoas tiveram contato mais próximo e prolongado com o paciente, após o seu desembarque de um voo que veio de Londres no último dia 11.

As cinco pessoas que tiveram contato com o homem diagnosticado com varíola dos macacos (monkeypox) no Rio de Janeiro não apresentaram sintomas até o momento, segundo informou hoje (18) a Secretaria Municipal de Saúde da capital fluminense.

De acordo com o órgão municipal, essas pessoas tiveram contato mais próximo e prolongado com o paciente, após o seu desembarque de um voo que veio de Londres no último dia 11. A secretaria atualiza ainda que o homem permanece com sintomas leves e isolado em casa, e que não há outros casos suspeitos da doença na capital.

As principais formas de transmissão da varíola dos macacos são: contato com fluidos corporais, secreções respiratórias e com as lesões de pele de pessoas infectadas. Já os principais sintomas são febre, aumento dos gânglios e erupção cutânea. 

Saiba Mais

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) do Rio de Janeiro afirmou que tem apoiado o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) do município no monitoramento das pessoas já identificadas que tiveram contato com o paciente. 

Ainda de acordo com a secretaria estadual, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está levantando com a companhia aérea a lista dos passageiros que estavam no mesmo voo.

Até o momento, só há um caso confirmado da doença no estado. As autoridades sanitárias pedem que as pessoas que apresentem sintomas da doença procurem uma unidade de saúde para que sejam avaliadas.  

A secretaria acrescenta que o Ministério da Saúde recomenda o monitoramento dos contatos até o resultado dos exames laboratoriais nos casos suspeitos e por um período de 21 dias, desde o último contato, com paciente provável ou confirmado. Não há necessidade de isolamento dos contatos assintomáticos, mas eles não devem doar sangue, células, tecidos, órgãos, leite materno ou sêmen durante o monitoramento. 

Além disso, a secretaria ressalta que, apesar de a doença ter sido identificada pela primeira vez em macacos, o surto atual não tem relação com esses animais.