Meio Ambiente

Desmatamento na Amazônia cai 33,6% no 1º semestre de 2023, mostra Inpe

Os dados do sistema Deter foram apresentados em evento no Ministério do Meio Ambiente. O secretário-executivo da pasta afirmou que o objetivo é "inverter a curva" de desmatamento do governo anterior

Henrique Fregonasse*
postado em 06/07/2023 20:12 / atualizado em 06/07/2023 20:20
Marina Silva afirmou que os resultados mostrados são fruto da escolha de Lula em assumir o compromisso com a questão ambiental. -  (crédito: Mauro Pimentel/AFP)
Marina Silva afirmou que os resultados mostrados são fruto da escolha de Lula em assumir o compromisso com a questão ambiental. - (crédito: Mauro Pimentel/AFP)

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou, na tarde desta quinta-feira (6/7), que o desmatamento na floresta Amazônia apresentou redução de 33,6% no primeiro semestre de 2023, em comparação ao mesmo período do ano passado. Os dados fazem parte do sistema Deter e foram apresentados durante evento no Ministério do Meio Ambiente (MMA), com presença da chefe da pasta, a ministra Marina Silva.

Na apresentação dos dados, o secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, informou que junho deste ano apresentou queda de 41% no desmatamento na Amazônia em relação ao mesmo mês de 2022. Ele explicou que o período entre junho e agosto, normalmente, apresentam aumento nos índices de desmatamento, por equivalerem ao período de secas, em que os trabalhos de extração se intensificam.

Capobianco afirmou que o objetivo fundamental do MMA é “inverter a curva” de desmatamento herdada do governo anterior, que apresentava uma tendência de alta de 54%. Segundo explicou, os dados do primeiro semestre mostram que os esforços para alcançar a reversão da curva foram efetivos. O secretário explicou também que ainda não é possível saber se, ao fim de 2023, será alcançada a mitigação da “herança” da gestão anterior, mas reforçou que a inversão da tendência de desmatamento é um feito histórico.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, durante coletiva de imprensa sobre o desmatamento na floresta Amazônia.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, durante coletiva de imprensa sobre o desmatamento na floresta Amazônia. (foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Capobianco ressaltou que os dados apresentados são resultado de ações intensivas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Iibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) na região amazônica, as quais a ministra Marina Silva chamou de "ações de comando e controle".

Marina Silva afirmou que os resultados mostrados são fruto da escolha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em assumir o compromisso com a questão ambiental e reconhecer sua importância, recuperando as atribuições e competências do MMA e enfrentando o “apagão” de política ambiental ocorrido no governo anterior. Também estiveram presentes no evento o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho; o presidente do ICMBio, Mauro Pires; e o Secretário Extraordinário de Controle de Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, André Lima.

*Estagiário sob supervisão de Pedro Grigori

 


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