O Correio Braziliense realiza, no dia 27 de janeiro, a partir das 9h, mais uma edição do CB.Debate, que terá como tema "Pela proteção das mulheres: um compromisso de todos", para discutir caminhos e soluções no enfrentamento à violência contra a mulher, problema que atinge o Distrito Federal e o Brasil de forma alarmante. O evento será realizado no auditório do jornal, localizado no Setor de Indústrias Gráficas (SIG), com transmissão ao vivo pelas redes sociais e Youtube.
Entre as painelistas confirmadas estão a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão; a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Daniela Teixeira; a ministra-substituta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Vera Lúcia Santana Araújo; a reitora da Universidade de Brasília (UnB), Rozana Reigota Naves; a secretária-executiva do Ministério das Mulheres, Eutália Barbosa Rodrigues; e a professora associada da Faculdade de Direito da UnB, Janaína Lima Penalva.
Segundo a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações, Luciana Santos, também confirmada como uma das participantes, a iniciativa têm papel significativo na consolidação do tema como prioridade nacional. "Eventos como o CB Debates são fundamentais para transformar o combate à violência contra as mulheres em uma agenda permanente do país, capaz de mobilizar governos, sociedade e imprensa na construção de políticas públicas efetivas de proteção, autonomia e dignidade", afirmou.
Para a ministra do Tribunal Superior Eleitoral, Vera Lúcia Santana Araújo, a gravidade do cenário brasileiro e a necessidade de mobilização ampla diante do avanço da violência são expressas nos números cada vez mais crescentes. Segundo ela, os dados revelam um quadro "endêmico, epidêmico", marcado não apenas pelo aumento dos casos, mas também pela sofisticação da crueldade nas agressões, muitas delas culminando em feminicídios. "Não dá para pessoas democráticas, civilizadas, ficarem silentes e inertes diante desse cenário", disse.
Vera Lúcia também afirmou que a iniciativa demonstra tanto a gravidade do problema, evidenciada pelos números da violência, quanto a responsabilidade social, política e institucional do jornal na capital da República. "É um debate gentil, uma mobilização absolutamente importante. E, naturalmente, eu fiquei muito honrada com o convite para participar desse debate."
A ministra ainda comentou sobre a participação ativa dos homens nas discussões, lembrando que o enfrentamento à violência contra a mulher também é uma responsabilidade masculina. "É fundamental que haja representação de homens nesses debates, como parceiros no enfrentamento dessa questão. E pensar em como depois faremos para replicar o que foi ali discutido, eventuais formulações de propostas, que não sejam aquelas propostas quase que fáceis", afirmou.
Outra convidada do debate, a juíza Fabriziane Zapata, coordenadora da Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e titular do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Riacho Fundo, afirma que o CB.Debate cumpre um papel essencial ao ampliar o alcance da discussão. "O CB Debate dá visibilidade à violência de gênero, ampliando a discussão para além dos âmbitos acadêmico e de Segurança e Justiça, chegando às conversas do dia a dia do público em geral", afirmou.
Segundo Fabriziane, a iniciativa contribui para evidenciar que a violência de gênero é um grave problema social, que atinge mulheres de todas as idades, raças e classes, e provoca impactos profundos não apenas nas vítimas, mas também em crianças, famílias e na sociedade como um todo. A juíza destacou ainda os princípios da Lei Maria da Penha, que atribuem responsabilidade compartilhada à família, à sociedade e ao poder público na garantia dos direitos fundamentais das mulheres. "Cabe criar as condições necessárias para que as mulheres vivam sem violência, preservem sua saúde física e mental e tenham assegurado seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social", ressaltou.
Programação
A programação contará com dois painéis, que vão abordar tanto a atuação do poder público quanto o papel da sociedade no enfrentamento à violência de gênero. O primeiro, terá como tema "Do discurso à ação: políticas públicas e responsabilidade institucional", com foco nas medidas adotadas pelo Estado, nos desafios da implementação de políticas públicas e na atuação das instituições no acolhimento e na proteção das mulheres.
Já o segundo, abordará "O papel da sociedade no combate à violência contra a mulher", discutindo a importância da mobilização social, da mudança cultural e do engajamento coletivo na prevenção das agressões.
Ao final de cada um deles, as palestrantes responderão a perguntas do público, que poderão ser feitas tanto presencialmente quanto pelas redes sociais. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pela plataforma Sympla.
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