JULGAMENTO

Julgamento do caso Henry Borel começa na segunda-feira no Rio

A morte do pequeno Henry causou comoção nacional e a expectativa da família é que a justiça dê pena máxima aos acusados

O julgamento dos acusados pela morte do menino Henry Borel começa na segunda-feira (23/3). O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro vai analisar as acusações contra o padrasto do menino e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e contra a mãe de Henry, Monique Medeiros.

A sessão do Tribunal do Júri contará com a participação de sete jurados responsáveis por decidir o destino dos réus. O caso, que teve grande repercussão nacional, com a morte da criança de 4 anos, em março de 2021. Segundo as investigações, o menino era submetido a uma rotina de violência física dentro de casa.

Henry deu entrada já sem vida em um hospital na Barra da Tijuca, apresentando múltiplas lesões pelo corpo. O laudo do Instituto Médico Legal apontou 23 ferimentos, incluindo hemorragia interna e laceração hepática, indicando ação contundente como causa da morte.

A mãe da criança, Monique Medeiros, também responde ao processo. Ela é acusada de homicídio triplamente qualificado, tortura por omissão, coação no curso do processo e fraude processual. Para os investigadores, ela tinha conhecimento das agressões e não agiu para impedir os crimes.
As investigações indicam ainda que Monique teria tentado ocultar as lesões do filho ao prestar informações falsas no hospital. Mensagens recuperadas de aparelhos eletrônicos reforçaram a tese de que ela já havia sido alertada sobre as agressões semanas antes da morte.

As defesas dos réus negam as acusações. Jairinho, que foi banido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) de atuar, sustenta que a morte foi acidental, enquanto a defesa de Monique afirma que ela vivia um relacionamento abusivo e não teria presenciado as agressões.

Caso sejam condenados por homicídio qualificado, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão. O julgamento deve se estender por vários dias. O Correio entrou em contato com o pai da criança, Leniel Borel, que após a repercussão do caso, se tornou vereador no Rio, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.

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