STJ

STJ decide sobre ministro Marco Buzzi, acusado de importunação sexual, nesta terça (14)

Acusação de importunação sexual pode levar o afastamento definitivo do cargo

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) decide nesta terça-feira (14/4) se abrirá um processo disciplinar contra o ministro Marco Buzzi, acusado de assédio sexual. Um processo interno pode ser aberto, o que pode acarretar no afastamento definitivo do ministro. Ele foi afastado do cargo em 10 de fevereiro.

Após a repercussão da primeira denúncia, quando uma jovem de 18 anos relatou ter sido assediada em praia de Balneário Camboriú (SC), no dia 9 de janeiro, uma segunda suposta vítima relatou ao CNJ ter sofrido pelo menos quatro abusos físicos. Segundo o relato da mulher, ela chegou a procurar o chefe de gabinete, pedindo providências, mas recebeu como resposta: “O que posso fazer? Ele é ministro”. Trata-se de uma ex-servidora terceirizada do STJ que atuava no gabinete de Buzzi. A defesa do ministro afirmou ao Correio que a servidora não teve essa conversa com a chefe de gabinete.

Segundo a denúncia, a qual a revista Veja teve acesso, para evitar novos encontros, a então servidora terceirizada teve o horário de trabalho e departamento modificados. “Tudo começou com elogios. Você está linda hoje”, disse ela, ao relatar o início das abordagens. De acordo com o depoimento, a mulher costumava ser a primeira a chegar ao gabinete e afirmou ter sido assediada em locais distintos da área interna do tribunal. Segundo o depoimento da mulher à revista, apesar do ocorrido, ela não pediu demissão, pois precisava do emprego para manter à família. Relatou ainda, que apenas depois de um tempo, quando passou a sentir psicologicamente abalada, pediu demissão do gabinete.

Quanto à denúncia, ela afirmou ter tido coragem de formalizar junto ao CNJ, somente depois da divulgação do primeiro caso. A ex-servidora afirmou ter sentido receio de que não acreditassem em sua palavra. 

Mais Lidas