Do asfalto às rotas transoceânicas e altitudes de cruzeiro, a infraestrutura que move o planeta corre contra o relógio para reduzir a dependência histórica dos combustíveis fósseis. Encontrar esse equilíbrio faz parte do que o setor produtivo define como transição energética justa.
De acordo com a Petrobras, o processo exige mudar a matriz para fontes limpas, mas sem abrir mão de manter a oferta de energia acessível a todos. Essa equação só fecha aumentando a oferta de produtos mais sustentáveis ao mesmo tempo em que se preservam reservas e se produz petróleo com baixo custo e baixas emissões de gases de efeito estufa (GEE).
No final do ano passado, a companhia apresentou as bases de sua estratégia de longo prazo por meio do Plano Estratégico 2050 (PE 2050), cujo foco é consolidar a transição da maior empresa do país para uma economia de baixo carbono. Foi então estruturado o Plano de Negócios 2026-30 (PN 2026-30), um plano de ação para os próximos cinco anos que dita como a marca pretende se posicionar como uma empresa diversificada e integrada de energia.
Na prática, o documento reafirma o compromisso de conciliar a produção tradicional de óleo e gás com investimentos em novas frentes, como produtos petroquímicos, fertilizantes e biocombustíveis, além de reforçar pilares de sustentabilidade, segurança e valorização das pessoas. “Seguiremos nossa trajetória como empresa integrada e líder na Transição Energética Justa, promovendo o desenvolvimento sustentável do país, contribuindo para a segurança energética nacional, gerando valor e compartilhando os resultados com a sociedade”, afirma a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
Essa transformação estratégica mira um objetivo claro de longo prazo: manter o peso da companhia na matriz energética nacional. A ambição da Petrobras é preservar sua representatividade atual de 31% de toda a oferta primária de energia do Brasil até 2050, mas alterando gradualmente a composição dessa entrega com uma participação substancialmente maior de fontes renováveis. Em paralelo a essa fatia de mercado, a empresa reforça o compromisso de atingir o patamar de emissões líquidas zero em todas as suas operações até 2050.
Conheça os combustíveis mais sustentáveis da Petrobras:
Diesel R
Combustível obtido pelo coprocessamento do diesel tradicional, vindo do petróleo, com matérias-primas de origem vegetal ou animal, como o óleo de soja. O principal benefício é que a sua parcela renovável reduz em até 60% as emissões de gases de efeito estufa, em comparação com o diesel fóssil.
O Diesel R já é usado no transporte logístico de grandes multinacionais – como a Volvo, Vale e a Amazon. Em 2025, o Diesel R foi usado em geradores e ônibus presentes na COP30 – Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025.
Bunker
Considerada a principal empresa no Brasil na produção e fornecimento de óleo combustível marítimo, a Petrobras oferece serviços de bunkering por barcaças ou por tubulação, abastecendo as embarcações atracadas ou fundeadas nos principais portos brasileiros. De acordo com a marca, o Bunker Petrobras atende aos requisitos da regulamentação IMO 2020, que limitou o teor de enxofre nos combustíveis marítimos a 0,5% em massa, às especificações internacionais da norma ISO 8217 e nacionais da Resolução n° 903/2022 da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
SAF
SAF é a sigla em inglês para Sustainable Aviation Fuel (Combustível Sustentável de Aviação). No Brasil, a Petrobras produz um SAF a partir de matérias primas residuais, combinando querosene de aviação convencional com uma fração renovável obtida a partir de matérias-primas sustentáveis.
A produção, realizada na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), gera um produto com menor intensidade de carbono e com potencial de reduzir em mais de 80% as emissões de CO² na parcela renovável. Trata-se de um combustível estratégico para a aviação moderna, contribuindo para metas globais de descarbonização sem alterar motores, turbinas ou cadeia logística.
Diesel R, Bunker (combustível naval) e SAF (combustível sustentável de aviação) são combustíveis mais sustentáveis produzidos com tecnologia nacional desenvolvida pela Petrobras.
