Um estudo recente aponta que a presença de animais de estimação nos primeiros anos de vida pode impactar de modo relevante o desenvolvimento emocional e comportamental das crianças. Realizada em parceria com a Universidade do País Basco, a pesquisa avaliou mais de 1.800 famílias espanholas para examinar o impacto do convívio com diferentes animais domésticos no bem-estar psicológico infantil dos 0 aos 8 anos de idade.
Animais de estimação menos exigentes contribuem para a saúde emocional infantil
Segundo os resultados, animais de estimação considerados menos interativos – como peixes e roedores – podem ajudar a reduzir sintomas emocionais, incluindo ansiedade e tristeza em crianças. A Ainara Andiarena, responsável pelo estudo, explica que o convívio estável com esses animais tende a estimular sensações de segurança e desenvolver responsabilidade e empatia, mesmo com interações sutis.
O manejo diário, ainda que simples, pode reforçar hábitos positivos, elevando a autoconfiança e o senso de utilidade da criança no lar. Essa rotina permite que o animal funcione como um ponto de contato acessível para o afeto, promovendo vínculos afetivos e habilidades emocionais importantes a longo prazo.
O especialista que comanda o perfil @castshorts1 apontou os benefícios do convívio infantil com animais de estimação:
@castshorts1 Dr Bactéria diz que filhos criados com pets em casa, tendem a ser mais saudáveis, pois criam resistência contra diversas bactérias! #drbacteria #curiosidades #mãeefilho #gravidez #ticaracaticast ♬ som original – goocast – castshorts
Animais menos interativos ajudam no desenvolvimento de paciência e foco das crianças
Especialistas destacam que o convívio com peixes e roedores proporciona oportunidades de observação e organização de rotinas, o que estimula a paciência e o foco nas crianças. Essas competências são valorizadas tanto em casa quanto na escola, favorecendo um desenvolvimento harmonioso.
Além disso, para famílias com pouco tempo ou espaço, esses animais facilitam uma experiência prática de cuidado e aprendizado. Antes de escolher um animal de estimação, é fundamental observar como cada tipo pode influenciar positivamente o cotidiano familiar.
Quais são os efeitos das diferentes espécies de animais de estimação no bem-estar infantil
A pesquisa notou que, embora animais menos interativos tragam benefícios, não se identificaram diferenças marcantes associadas ao convívio com cães, pássaros ou mesmo com a simples presença de qualquer animal doméstico. Outros fatores ambientais podem influenciar mais no bem-estar emocional das crianças, mesmo na presença de animais mais interativos.
No caso dos gatos, foi observada uma ligação discreta entre a convivência com eles aos 4 ou 5 anos e um leve aumento nos sintomas emocionais, mas esse achado não foi confirmado em outras idades ou espécies. Para facilitar a visualização das principais conclusões do estudo, confira a lista a seguir:
- Peixes e roedores podem exercer efeito protetor sobre a saúde emocional infantil.
- Não houve diferença significativa para cães e pássaros.
- A convivência com gatos mostrou relação pontual, mas não definitiva, com sintomas emocionais.

Variáveis importantes precisam ser consideradas ao avaliar o impacto dos pets
É fundamental lembrar que os achados não indicam uma causalidade direta entre convívio com animais e saúde psicológica das crianças. Diversos elementos adicionais, como o vínculo afetivo com o pet, possíveis experiências de perda e as características do ambiente familiar, influenciam os resultados e devem ser avaliados para uma compreensão mais completa.
O estudo sugere a expansão das investigações futuras, incluindo grupos maiores e diferentes faixas etárias, para melhor avaliar os efeitos dos animais de estimação na infância e adolescência. Isso pode proporcionar conhecimento mais sólido acerca do papel dos animais no desenvolvimento humano.
- O vínculo emocional com o animal é fundamental para o desenvolvimento infantil.
- Mais pesquisas se mostram necessárias para compreender a fundo a relação entre crianças e pets.
- As condições do lar e a presença contínua do animal são determinantes relevantes para estudos futuros.
Em resumo, a convivência com animais de estimação apresenta potencial para favorecer o desenvolvimento emocional das crianças. Entretanto, a análise deve considerar fatores pessoais e ambientais, e novos estudos garantirão maior clareza sobre o papel dos animais de companhia na infância.







