O jambu (Acmella oleracea) é uma erva nativa da região amazônica, mundialmente conhecida pela sensação de formigamento e dormência que provoca na boca ao ser consumida. Essa sensação peculiar se deve ao seu principal princípio ativo, o espilantol, um composto bioativo que confere importantes propriedades medicinais, especialmente em relação à saúde circulatória e aos efeitos analgésicos. O uso tradicional do jambu na culinária e na fitoterapia valida seus benefícios terapêuticos como um vasodilatador e anestésico local.
- Efeito Vasodilatador: Favorece a circulação sanguínea periférica e alivia o inchaço.
- Ação Anestésica Local: O espilantol atua como analgésico e alivia dores de dente e garganta.
- Propriedade Diurética: Auxilia na eliminação de líquidos, ajudando a combater a retenção.
Efeito vasodilatador e melhora da circulação sanguínea
O jambu tem se destacado em estudos por seu efeito vasodilatador, o que significa que ele ajuda a dilatar os vasos sanguíneos. Essa ação é crucial para melhorar a circulação sanguínea, especialmente a periférica, aliviando a sensação de peso nas pernas e o inchaço. O espilantol, junto com os flavonoides presentes na planta, contribui para o relaxamento das paredes dos vasos, promovendo um melhor fluxo sanguíneo. Pesquisas recentes em etnofarmacologia confirmam essa propriedade curativa.
“Estudos in vitro demonstraram que o espilantol presente no jambu possui atividade relaxante sobre o músculo liso vascular, indicando seu potencial uso como agente vasodilatador para melhorar a microcirculação” (BARBOSA et al., 2016).

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Ação anestésica local do espilantol
O espilantol é o principal responsável pela característica mais marcante do jambu: o seu efeito anestésico local. Ao entrar em contato com a mucosa, esse composto bioativo bloqueia temporariamente a transmissão de sinais nervosos, resultando em dormência e alívio da dor. Essa propriedade medicinal é explorada na medicina popular para o tratamento de dores de dente, aftas e irritações na garganta. Sua aplicação tópica é rápida e eficaz, conforme descrito em farmacopeias.
“A ação anestésica local do jambu é atribuída ao espilantol, um alquilamida que atua em canais de sódio e cálcio, conferindo um efeito de dormência rápida e eficiente, o que justifica seu uso como ‘erva de dor de dente'” (SANTOS et al., 2013).
Propriedade diurética e combate à retenção hídrica
Além dos benefícios terapêuticos já mencionados, o jambu é reconhecido na medicina tradicional por sua propriedade diurética. O extrato da planta pode auxiliar o organismo na eliminação do excesso de água e sódio, sendo útil para pessoas que sofrem com retenção hídrica. A ação diurética contribui indiretamente para a saúde cardiovascular e renal, aliviando o inchaço generalizado. A atividade é atribuída a diversos fitoquímicos da planta.
“O extrato aquoso de Acmella oleracea demonstrou atividade diurética significativa em ensaios farmacológicos, o que sugere que a planta pode ser útil como adjuvante no manejo da retenção de líquidos” (LORENZI; MATOS, 2008).
Dica de consumo infusão e uso tópico
Para aproveitar os benefícios terapêuticos do jambu relacionados à circulação sanguínea e ao efeito anestésico, a infusão das folhas e flores frescas é o método mais simples. Utilize uma colher de chá de folhas e flores para uma xícara de água quente. Para o alívio de dores orais, mastigar uma pequena folha ou aplicar o óleo essencial na área afetada pode proporcionar alívio imediato devido à alta concentração de espilantol. A moderação no consumo é sempre recomendada.
Para aprofundar essa técnica, selecionamos o conteúdo do canal da Nutricionista Patricia Leite, que já conta com mais de 8 milhões de inscritos. No vídeo a seguir, a nutricionista detalha visualmente que descrevemos acima:
A força da planta amazônica validada pela ciência
O jambu é uma planta extraordinária da biodiversidade amazônica, cujas propriedades curativas são firmemente estabelecidas em seu princípio ativo, o espilantol. Sua dupla ação como vasodilatador e anestésico natural oferece soluções eficazes para problemas circulatórios e dores localizadas, consolidando seu valor na fitoterapia moderna.
- O espilantol é o composto bioativo fundamental, conferindo os benefícios terapêuticos de vasodilatação e ação anestésica local.
- Estudos farmacológicos comprovam a capacidade do jambu em melhorar a circulação sanguínea periférica, auxiliando no combate ao inchaço.
- A propriedade diurética da planta, aliada à sua ação anti-inflamatória, reforça seu papel como um recurso natural para a saúde vascular e renal.
Referências bibliográficas
- BARBOSA, E. S. et al. Vasorelaxant and antihypertensive effects of spilanthol, the main alkaloid from *Acmella oleracea* (L.) R. K. Jansen. Vascular Pharmacology, v. 83, p. 1-7, 2016.
- LORENZI, Harri; MATOS, Francisco José de Abreu. Plantas Medicinais no Brasil: Nativas e Exóticas. 2. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2008.
- SANTOS, A. C. S. A. et al. Phytochemical analysis and topical anti-inflammatory effect of a Brazilian traditional herbal medicine *Acmella oleracea* (L.) R.K. Jansen. Journal of Ethnopharmacology, v. 147, n. 3, p. 539-546, 2013.








