O inhame é um tubérculo bastante presente na culinária brasileira e costuma ser associado ao reforço da saúde e da imunidade, aparecendo em preparos simples do dia a dia, como sopas, caldos e purês. Por reunir carboidratos complexos, fibras e micronutrientes, o alimento é visto como um aliado em períodos de maior circulação de vírus respiratórios e mudanças de temperatura, além de ser valorizado em pautas sobre alimentação equilibrada e cultivo em hortas domésticas.
Como o inhame contribui para a imunidade
A relação entre inhame e imunidade está ligada à combinação de vitaminas, minerais e compostos bioativos presentes no alimento, que atuam em processos metabólicos essenciais. O tubérculo concentra carboidratos que fornecem energia de forma gradual, vitaminas do complexo B, vitamina C em menor quantidade e minerais como potássio, manganês e ferro, ajudando na manutenção do organismo.
A fibra alimentar é outro ponto importante, pois contribui para o bom funcionamento intestinal e para o equilíbrio da microbiota, aspectos diretamente ligados à defesa do organismo. Uma flora intestinal saudável favorece o aproveitamento de nutrientes e ajuda a criar uma barreira natural contra micro-organismos nocivos, tornando o consumo regular de inhame um aliado dentro de uma dieta variada.

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Quais são as principais propriedades do inhame para o sistema imunológico
Algumas propriedades do inhame se destacam quando o assunto é fortalecimento das defesas naturais, como antioxidantes, vitaminas e compostos com ação anti-inflamatória. Esses elementos protegem as células contra o estresse oxidativo, processo que pode prejudicar o funcionamento do organismo como um todo e aumentar a suscetibilidade a infecções respiratórias.
Para facilitar a visualização dessas características, é possível organizar os principais pontos frequentemente relacionados à imunidade e ao papel do inhame dentro de um padrão alimentar saudável, considerando inclusive orientações de profissionais como o nutricionista ou o médico de família:
- Presença de antioxidantes: auxilia na proteção das células, inclusive das células de defesa.
- Fibras solúveis e insolúveis: colaboram para a saúde intestinal, ligada à resposta imune.
- Vitaminas do complexo B: importantes para o metabolismo energético e para a manutenção de tecidos.
- Minerais como ferro e zinco (em pequenas quantidades): participam de reações ligadas às células imunológicas.
É comum que o inhame seja incluído em refeições matinais ou em caldos durante períodos de maior preocupação com gripes e resfriados, ajudando na saciedade e no fornecimento de energia. No entanto, nutricionistas reforçam que nenhum alimento isolado é capaz de garantir proteção completa, pois fatores como sono adequado, hidratação, controle do estresse e atividade física também são determinantes.
Como plantar inhame em casa de forma simples
O cultivo do inhame pode ser feito tanto em áreas rurais quanto em pequenos espaços urbanos, como quintais, jardins ou vasos grandes, desde que haja boa profundidade de solo. A planta se adapta bem a climas quentes e úmidos, comuns em grande parte do território brasileiro, e tende a se desenvolver melhor em locais protegidos de geadas.
- Escolha das mudas ou pedaços do tubérculo: o plantio costuma ser feito com pedaços de inhame que contenham pelo menos um “olho” ou broto saudável.
- Preparo do solo: o ideal é um solo solto, bem drenado e rico em matéria orgânica, evitando encharcamentos.
- Local de plantio: recomenda-se um espaço com boa incidência de luz, mas protegido de sol excessivo nas horas mais quentes.
- Profundidade: o pedaço do tubérculo geralmente é enterrado a cerca de 8 a 10 centímetros de profundidade.
- Irrigação: a rega deve manter o solo úmido, sem deixar poças de água, principalmente no período inicial de crescimento.
O ciclo do inhame costuma levar vários meses, variando conforme clima, tipo de solo e variedade plantada, exigindo certa paciência do cultivador. Durante o desenvolvimento, a planta emite ramas que podem precisar de suporte, e a colheita geralmente acontece quando as folhas começam a amarelar e secar, indicando que os tubérculos atingiram bom estágio de maturação.
Se você gosta de cultivo, separamos esse vídeo do canal Horta Mineira ensinando a plantar em casa:
Quais são os principais cuidados, formas de consumo e propriedades nutricionais do inhame
No consumo diário, o inhame pode ser preparado cozido, assado, em purês ou sopas, podendo substituir batata, mandioca ou outros tubérculos na refeição. Para uso culinário, recomenda-se cozinhar o tubérculo antes do consumo, pois o inhame cru pode conter substâncias que causam desconforto em algumas pessoas, devendo ser bem higienizado e, em casos de sensibilidade, manuseado com luvas.
Em relação às porções, o inhame costuma ser incluído como fonte de carboidrato no prato, ajudando na saciedade e no equilíbrio glicêmico quando combinado com proteínas e hortaliças. Abaixo, uma tabela simples com propriedades aproximadas do inhame cozido, considerando 100 gramas do alimento:
🍠 Nutrição: Inhame Cozido (100g)
| Componente | Quantidade aproximada |
|---|---|
| ⚡ Energia | Cerca de 110 kcal |
| 🍞 Carboidratos | Aproximadamente 26 g |
| 🥩 Proteínas | Em torno de 1,5 g |
| 🧈 Gorduras totais | Menos de 0,5 g |
| 🌾 Fibras | Cerca de 3 a 4 g |
| 🍌 Potássio | Aproximadamente 400 mg |
| 🍊 Vitamina C | Cerca de 8 a 10 mg |
Esses valores podem variar conforme a variedade de inhame, o tipo de solo e o modo de preparo, mas ajudam a visualizar por que o tubérculo é frequentemente citado em pautas sobre energia, saciedade e suporte à imunidade. Em um contexto de alimentação equilibrada, o inhame tende a aparecer como um ingrediente versátil, integrando tanto receitas simples quanto preparações mais elaboradas, sem perder suas características nutricionais básicas.










