A confusão entre este e esse aparece com frequência em conversas informais, em mensagens de texto e até em produções acadêmicas. Embora a gramática apresente regras claras, no dia a dia muita gente não presta atenção à posição de quem fala, ao momento em que algo acontece ou ao trecho do texto a que o pronome se refere. Por isso, dúvidas como “este ano” ou “esse ano” acabam se tornando comuns em diferentes contextos de uso da língua portuguesa, especialmente quando se busca escrever de forma mais formal e correta.
O que são “este” e “esse” na língua portuguesa
Os termos este e esse pertencem ao grupo dos pronomes demonstrativos, usados para indicar a posição de algo em relação às pessoas envolvidas na comunicação. De forma geral, esses pronomes marcam se o objeto, a ideia ou o tempo está ligado a quem fala, a quem ouve ou a um terceiro elemento distante de ambos.
Em textos escritos, esses pronomes também ajudam a construir coesão e clareza. Este costuma introduzir um elemento novo que será explicado, enquanto esse retoma uma informação que já apareceu antes no texto. Esse mecanismo permite que o leitor acompanhe a sequência de ideias sem se perder, o que é essencial em textos jornalísticos, acadêmicos e jurídicos.

Como usar “este” e “esse” corretamente na prática
De maneira simplificada, a norma padrão indica que este se associa ao que está próximo do falante, tanto em espaço quanto em tempo, enquanto esse se relaciona a algo mais distante ou já mencionado. Em termos práticos, essa diferença ajuda a organizar o discurso, evitando ambiguidades e repetição excessiva de palavras.
Alguns exemplos ajudam a visualizar essa diferença e mostram como a escolha do pronome pode mudar a percepção de proximidade:
- Espaço: “Este caderno na minha mão” (perto de quem fala) x “Esse caderno aí com a pessoa que escuta”.
- Tempo: “Este ano” para o ano em curso; “Esse ano” para um ano anterior ou futuro já citado antes.
- Texto: “Este ponto será analisado a seguir” (introdução) x “Esse ponto foi discutido anteriormente” (retomada).
Quais fatores explicam a confusão entre “este” e “esse”
A principal palavra-chave desse tema é uso de este e esse, e uma das explicações para a confusão está na diferença entre uso real da língua e regras gramaticais. Em muitos contextos informais, a variação entre esses pronomes não impede a compreensão, o que faz com que falantes não sintam necessidade de seguir rigorosamente a distinção.
Outro fator é a simplificação do sistema demonstrativo em algumas regiões do Brasil, em que esse acaba assumindo o lugar de este no cotidiano. Como a escola nem sempre aprofunda o tema com exemplos reais, a regra do uso de “este” e “esse” tende a ser esquecida com facilidade, principalmente quando não é praticada em redações, e-mails formais e provas.
Para aprofundarmos nesse tema, trouxemos o vídeo do especialista @erivaldoamancio:
@erivaldoamancio Como usar este e esse #aprendanotitok #educação #curiosidades #concursopublico ♬ som original – Erivaldo Amancio
Como fixar a diferença entre “este” e “esse” no dia a dia
Uma forma simples de memorizar o uso de este e esse é relacionar cada pronome a uma pergunta mental rápida. Antes de escrever, a pessoa pode testar se está tratando de algo próximo no tempo, no espaço ou no texto, ou se está retomando uma informação anterior, tornando a escolha mais consciente.
- Identificar se o elemento está perto de quem fala, no momento presente ou será explicado depois. Se a resposta for positiva, a tendência é usar este.
- Verificar se o elemento já foi citado, está mais ligado a quem ouve ou se se refere a tempo passado ou futuro. Nesses casos, prevalece o uso de esse.
- Observar exemplos em textos jornalísticos, acadêmicos e oficiais, marcando mentalmente quando aparece este para introduzir e esse para retomar.
Com o tempo, a distinção entre os dois pronomes deixa de ser apenas uma regra decorada e passa a funcionar como ferramenta de clareza textual. Em contextos formais, esse cuidado favorece a compreensão do leitor e reduz o risco de interpretações imprecisas, além de demonstrar domínio da norma padrão.








