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Início Curiosidades

As 2 figuras de linguagem mais comuns e mal interpretadas do português

Por Maura Pereira
12/01/2026
Em Curiosidades
As 2 figuras de linguagem mais comuns e mal interpretadas do português

Pleonasmo e hipérbole fazem parte da linguagem cotidiana e entender como funcionam muda a forma de interpretar frases comuns.

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Pleonasmo e hipérbole são figuras de linguagem muito presentes no português falado e escrito, especialmente no Brasil. Elas aparecem em conversas cotidianas, músicas, propagandas e textos literários, muitas vezes sem que as pessoas percebam. Embora sejam usadas de formas diferentes, ambas ajudam a intensificar a mensagem e a expressar emoções com mais impacto.

O que é pleonasmo e por que ele é tão comum?

Pleonasmo é a repetição de uma ideia com palavras diferentes para reforçar o sentido da mensagem. Em alguns casos, ele é considerado erro; em outros, é um recurso expressivo totalmente aceitável.

Quando usado intencionalmente, o pleonasmo dá ênfase e clareza, como em “vi com meus próprios olhos” ou “subir para cima”. Já quando não acrescenta valor ao sentido, é redundância desnecessária, especialmente em textos formais.

Aprenda a diferenciar o reforço estilístico do erro gramatical no uso da língua. O vídeo é do canal Português sem Enrolação – Professora Lis, que conta com mais de 300 mil inscritos, e detalha as diferenças entre o pleonasmo vicioso e o literário, apresentando exemplos práticos para evitar redundâncias desnecessárias:

Quando o pleonasmo é considerado correto?

O pleonasmo é considerado correto quando tem função expressiva ou estilística. Na literatura, na música e na linguagem oral, ele reforça sentimentos e torna a comunicação mais enfática.

Antes de diferenciar do erro, observe exemplos de pleonasmo expressivo:

  • “Chorar lágrimas de dor”
  • “Entrar para dentro”
  • “Sorrir um sorriso sincero”

Nesses casos, a repetição intensifica a emoção ou o significado, não prejudicando a compreensão.

O que é hipérbole na linguagem?

Hipérbole é a figura de linguagem usada para exagerar uma ideia de forma intencional. Ela não deve ser interpretada literalmente, pois seu objetivo é causar impacto, humor ou dramaticidade.

Expressões como “esperei uma eternidade”, “estou morrendo de fome” ou “chorei rios de lágrimas” são exemplos claros de hipérbole. O exagero aproxima a fala das emoções reais de quem se expressa, tornando a comunicação mais envolvente.

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Domine o uso do exagero intencional para dar mais expressividade à sua fala. O vídeo é do canal Professor Noslen, que conta com quase 5 milhões de inscritos, e detalha o conceito de hipérbole como uma figura de pensamento utilizada para enfatizar mensagens através de expressões exageradas:

Por que usamos hipérbole no dia a dia?

Usamos hipérbole para expressar sentimentos intensos de maneira rápida e compreensível. O exagero facilita a transmissão de emoções como cansaço, alegria, raiva ou surpresa.

A hipérbole é muito comum na oralidade porque aproxima a linguagem da experiência emocional. Em vez de explicar detalhadamente o que sente, a pessoa exagera e o interlocutor entende imediatamente a intensidade da situação.

Leia também: Por que sentimos raiva quando erramos algo bobo, segundo a psicologia

As 2 figuras de linguagem mais comuns e mal interpretadas do português
A inteligência não nasce pronta nem depende do calendário, mas se constrói com oportunidades, cuidado e estímulo contínuo.

Qual é a diferença entre pleonasmo e hipérbole?

A principal diferença é que o pleonasmo repete uma ideia, enquanto a hipérbole exagera essa ideia. Ambos intensificam a mensagem, mas usam estratégias diferentes.

Veja a tabela abaixo para facilitar a comparação:

Figura de linguagemCaracterística principalExemplo comum
PleonasmoRepetição de sentido“Subir para cima”
HipérboleExagero intencional“Estou morto de cansaço”

Enquanto o pleonasmo reforça pelo reforço semântico, a hipérbole atua pelo excesso.

Essas figuras de linguagem são erros?

Não, pleonasmo e hipérbole não são erros quando usados de forma consciente e adequada ao contexto. Elas se tornam problemáticas apenas em textos formais ou técnicos, quando comprometem a objetividade.

Na comunicação cotidiana, literária e criativa, essas figuras enriquecem a linguagem, aproximam as pessoas e tornam a fala mais expressiva. Saber reconhecê-las ajuda não apenas a escrever melhor, mas também a interpretar mensagens com mais clareza e sensibilidade.

Tags: figuras de linguagemhipérbolepleonasmoPortuguês
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