Metabolismo é um termo frequentemente citado por quem tenta perder peso ou ganhar mais disposição no dia a dia. Em geral, é associado à ideia de “queimar calorias mais rápido” ou “ter o organismo lento”, mas, na prática, trata-se de um conjunto de reações químicas que mantém o corpo em funcionamento, desde o batimento cardíaco até a respiração e o raciocínio, sendo influenciado por fatores como idade, genética, hormônios e estilo de vida.
O que é metabolismo e por que ele é tão comentado
A palavra-chave principal, metabolismo, engloba tanto o gasto de energia em repouso quanto o consumo calórico em atividades simples, como caminhar, conversar ou subir escadas. Esse sistema é regulado por hormônios, composição dos tecidos (como massa muscular e gordura), temperatura corporal e até pelo estado inflamatório do organismo.
Do ponto de vista fisiológico, o metabolismo se divide em duas grandes frentes: anabolismo, que constrói e repara tecidos, e catabolismo, que quebra nutrientes para gerar energia. Há também o metabolismo basal, que representa o gasto mínimo para manter funções vitais ativas, influenciado por alimentação, hidratação, prática regular de exercícios e sono de qualidade.

Como o estresse e o sono interferem no metabolismo
Entre os fatores de estilo de vida, o estresse crônico tem sido apontado como um dos principais vilões do metabolismo energético. Situações prolongadas de tensão aumentam a liberação de cortisol, hormônio ligado ao mecanismo de “luta ou fuga”, que em excesso favorece o armazenamento de energia em forma de gordura abdominal e altera o uso da glicose, como trouxe a pesquisa “Physiology, Cortisol”.
O sono também exerce papel central na saúde metabólica. Noites curtas ou fragmentadas podem desregular hormônios da fome e da saciedade, como grelina e leptina, além de prejudicar a sensibilidade à insulina. Por isso, profissionais de saúde costumam indicar de 7 a 9 horas de sono por noite, com horários regulares para deitar e acordar e higiene do sono adequada.
- Manter rotina de horários para dormir e acordar.
- Reduzir o uso de telas próximo ao horário de dormir.
- Inserir pausas breves de relaxamento ao longo do dia.
- Buscar estratégias de manejo de estresse, como respiração profunda ou meditação.
Para aprofundarmos no tema, trouxemos o vídeo do Dr. Ivan Ramos (@dr.ivanramos):
@dr.ivanramos Sono ruim e estresse constante reprogramam seu metabolismo para economizar, aumentar fome e segurar gordura. Por isso, controlar apetite, ansiedade noturna e cansaço matinal muitas vezes começa fora do prato, no ritmo de vida. Existe um caminho para reduzir esse estado de tensão e devolver ao corpo a sensação de segurança que ele precisa para emagrecer da forma certa. No dia 18 de janeiro, vou ensinar como fazer isso na prática – toque link na bio para se inscrever.
♬ som original – Dr. Ivan Ramos
Qual é a relação entre intestino insulina e metabolismo
Nos últimos anos, pesquisas têm mostrado que a saúde intestinal está intimamente ligada ao metabolismo do corpo. A chamada microbiota intestinal, formada por trilhões de micro-organismos, participa da digestão, da absorção de nutrientes e até da produção de algumas vitaminas, e seu desequilíbrio pode dificultar o processamento dos alimentos e favorecer inflamação de baixo grau.
Outro ponto importante é a ação da insulina, hormônio responsável por permitir que a glicose entre nas células para ser usada como fonte de energia. Quando as células respondem menos a esse hormônio, situação conhecida como resistência à insulina, o corpo tende a estocar mais gordura e gastar menos energia de forma eficiente, o que aumenta o risco de doenças metabólicas como pré-diabetes e diabetes tipo 2.
- Priorizar alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras, legumes e grãos integrais.
- Incluir alimentos fermentados, como iogurte com culturas vivas e kefir, quando adequados.
- Evitar excesso de açúcares e produtos ultraprocessados.
- Inserir atividades físicas regulares, mesmo que em blocos curtos ao longo do dia.
Quais hábitos ajudam a apoiar um metabolismo saudável
Embora não seja possível alterar fatores como genética ou idade, algumas práticas diárias podem favorecer um metabolismo saudável. Aumento gradual da atividade física, mesmo em ações simples, como subir escadas ou caminhar pequenas distâncias, já contribui para elevação do gasto de energia, e o fortalecimento muscular por meio de exercícios de resistência pode aumentar o gasto energético em repouso.
No campo da alimentação, refeições regulares com combinação de carboidratos complexos, proteínas e gorduras boas ajudam a manter níveis de glicose mais estáveis. Hidratação adequada favorece processos metabólicos gerais, como transporte de nutrientes e eliminação de resíduos, e o acompanhamento periódico de exames auxilia na detecção precoce de alterações metabólicas.
- Manter alimentação variada, colorida e com foco em alimentos in natura ou minimamente processados.
- Movimentar o corpo todos os dias, alternando caminhadas, alongamentos e exercícios de força.
- Criar rotinas de sono consistentes e ambiente adequado para descansar.
- Cuidar da saúde intestinal por meio de fibras e, quando indicado, probióticos.
- Monitorar exames periódicos de glicemia, colesterol e outros marcadores metabólicos.
Dessa forma, o metabolismo deixa de ser visto apenas como algo “rápido” ou “lento” e passa a ser entendido como um sistema dinâmico, influenciado por um conjunto de escolhas cotidianas. Pequenos ajustes em sono, alimentação, gerenciamento de estresse e movimento tendem a produzir efeitos graduais, mas consistentes, na forma como o corpo utiliza e armazena energia ao longo dos anos.








