Entre os vários hábitos associados à saúde do cérebro, costuma-se falar de sono, alimentação equilibrada e prática regular de atividade física. No entanto, o que é consumido em forma de bebida ao longo do dia também exerce forte influência sobre memória, atenção e processamento mental. Entre cafés, refrigerantes, sucos e chás, algumas escolhas podem favorecer a performance cognitiva, enquanto outras tendem a prejudicar a longo prazo. Nesse contexto, o chá verde vem ganhando espaço em estudos científicos e nas recomendações de profissionais de saúde.
O que torna o chá verde bom para o cérebro
A palavra-chave principal aqui é chá verde, e a pergunta central é o que o diferencia de outros chás e bebidas. Em termos bioquímicos, essa infusão é rica em catequinas, especialmente a epigalocatequina galato (EGCG), além de conter cafeína em quantidades moderadas e o aminoácido L-teanina.
Essa combinação parece favorecer tanto o estado de alerta quanto a sensação de clareza mental, sem provocar o pico abrupto de estímulo associado a doses elevadas de café. Estudos indicam também possível efeito na neurogênese e na proteção de sinapses, o que pode contribuir para a manutenção da função cognitiva ao longo do envelhecimento.
Para aprofundarmos no tema, trouxemos o vídeo da Aline Help Farma (@alinehelpfarma):
@alinehelpfarma Principais benefícios do chá verde
♬ som original – Help Farma
Como o chá verde beneficia a memória e a atenção
O funcionamento do cérebro depende de uma série de processos químicos delicados, e o chá verde parece influenciar alguns deles de maneira específica. A cafeína estimula o sistema nervoso central, favorecendo o estado de vigília e a capacidade de foco, enquanto a L-teanina modula essa estimulação, contribuindo para um estado de atenção tranquila em vez de agitação.
Pesquisas com exames de imagem cerebral mostraram que o extrato de chá verde pode alterar padrões de conectividade em áreas relacionadas à memória e ao controle executivo, aumentando a eficiência em tarefas que exigem concentração. Além disso, os polifenóis presentes na bebida são investigados pela possível capacidade de reduzir inflamação crônica e estresse oxidativo, processos ligados ao envelhecimento cerebral.
Como incluir o chá verde na rotina diária de forma prática
Para que o chá verde para o cérebro traga benefícios, a regularidade parece ser um fator importante. Em vez de consumo esporádico, pesquisas costumam avaliar pessoas que bebem a infusão de forma consistente, muitas vezes diariamente, em quantidades moderadas.
A adoção desse hábito pode ser feita com pequenas substituições ao longo do dia, sempre considerando necessidades individuais, horários de maior sensibilidade à cafeína e possíveis orientações médicas. Algumas sugestões simples incluem:
- Trocar uma xícara de café do meio da manhã por uma xícara de chá verde quente.
- Preparar uma jarra de chá verde, deixar esfriar e manter na geladeira para consumo ao longo do dia.
- Adicionar rodelas de limão, raspas de frutas cítricas ou folhas de hortelã para variar o sabor.
- Evitar adoçar em excesso, para não aumentar o consumo de açúcar e comprometer benefícios metabólicos.
Para quem prefere um esquema mais estruturado, alguns profissionais sugerem rotinas simples que ajudam a criar um hábito estável e sustentável no dia a dia, sem exageros.
- Escolher um horário fixo do dia para consumir a bebida, criando um hábito estável.
- Iniciar com uma xícara diária e, se bem tolerado, considerar duas xícaras em momentos diferentes.
- Ajustar a intensidade da infusão (tempo de preparo) para evitar sabor muito amargo.
- Observar possíveis efeitos, como dificuldade para dormir quando ingerido muito tarde.

Chá verde, estilo de vida saudável e limites de consumo
Embora o chá verde seja frequentemente citado como aliado da saúde cerebral, especialistas ressaltam que ele atua melhor como parte de um conjunto de hábitos saudáveis. Sono adequado, alimentação balanceada, prática de exercícios físicos e controle de fatores como hipertensão e diabetes continuam sendo pilares fundamentais.
A bebida funciona como um complemento, e não como um recurso isolado, e seu consumo deve respeitar alguns limites. O teor de cafeína, embora menor que o do café, pode ser relevante para pessoas sensíveis, gestantes ou indivíduos com certas condições cardiovasculares. Preparações muito concentradas ou consumo exagerado podem gerar desconfortos, como irritação gástrica e insônia, motivo pelo qual a moderação e a avaliação profissional são recomendadas.






