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Início Curiosidades

Como nunca mais errar o uso de “este”, “esse” e “aquele”

Por Larissa Carvalho
20/01/2026
Em Curiosidades
Como nunca mais errar o uso de "este", "esse" e "aquele"

O uso correto melhora a clareza e a precisão na escrita

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O uso correto de este, esse e aquele costuma gerar dúvidas em quem escreve em português, especialmente em contextos formais, como relatórios, e-mails profissionais e textos acadêmicos. A diferença entre esses pronomes demonstrativos está ligada principalmente à ideia de distância, ao momento da fala e ao que já foi citado ou ainda será mencionado; com algumas regras simples e exemplos práticos, torna-se mais fácil evitar erros e garantir maior clareza e precisão na comunicação escrita.

Como funciona a diferença entre este, esse e aquele

De maneira geral, a palavra-chave para entender a diferença entre este, esse e aquele é a ideia de proximidade. Esses pronomes indicam se algo está perto ou longe de quem fala ou de quem ouve, seja no espaço, no tempo ou no próprio texto, incluindo situações de fala formal e linguagem do dia a dia.

Essa noção de distância não é apenas física; também pode ser mental ou textual, ajudando a organizar melhor argumentos e informações. Em linhas amplas, costuma-se explicar assim:

  • Este / esta / isto: algo próximo de quem fala ou que ainda será apresentado.
  • Esse / essa / isso: algo próximo de quem ouve ou que já foi mencionado.
  • Aquele / aquela / aquilo: algo distante de ambos, no espaço, no tempo ou no texto.

Para aprofundarmos no tema, trouxemos o vídeo do perfil @erivaldoamancio:

@erivaldoamancio Este, esse e aquele #enem #concursopublico #educação ♬ som original – Erivaldo Amancio

Quando usar este, esse e aquele em textos escritos

No texto escrito, o uso de este, esse e aquele segue um raciocínio próprio, relacionado ao momento em que as informações aparecem. A regra mais conhecida diferencia o que ainda será citado daquilo que já apareceu no texto, funcionando como um marcador de posição para ideias, parágrafos e exemplos.

Algumas orientações práticas ajudam a organizar esse uso de forma objetiva e adequada à norma-padrão:

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  1. Use “este” para o que será apresentado:
    • “Serão abordados estes itens: metas, prazos e orçamento.”
    • “Esta é a proposta: alterar o cronograma do projeto.”
  2. Use “esse” para o que já foi mencionado:
    • “O relatório foi entregue. Esse documento será analisado amanhã.”
    • “O prazo está curto; esse problema exige planejamento.”
  3. Use “aquele” para algo mais distante ou já superado:
    • “O plano de 2020 foi ambicioso; aquele projeto não saiu do papel.”
    • “Houve uma discussão antiga sobre o tema; aquela conversa ficou no passado.”

Qual é a regra prática para usar este, esse e aquele sem errar

Para memorizar o uso correto de este, esse e aquele, é possível recorrer a perguntas rápidas que orientam a escolha do pronome adequado em poucos segundos. Em vez de decorar listas extensas, o foco deve ser identificar se a informação está por vir, se já foi apresentada ou se está mais distante no tempo ou no texto.

As perguntas abaixo funcionam como um roteiro simples que pode ser aplicado em relatórios, apresentações e textos acadêmicos:

  • Pergunta 1: A coisa ainda vai ser mencionada?
    • Se ainda será citada, use este / esta / isto.
    • Exemplo: “Analisaremos estes pontos a seguir.”
  • Pergunta 2: A informação já foi apresentada?
    • Se já apareceu, use esse / essa / isso.
    • Exemplo: “O contrato foi revisado. Esse documento será assinado hoje.”
  • Pergunta 3: O fato está distante no tempo ou em relação a outras ideias?
    • Nesse caso, use aquele / aquela / aquilo.
    • Exemplo: “Em 2015, houve uma mudança de gestão; aquele período marcou a empresa.”
Como nunca mais errar o uso de "este", "esse" e "aquele"
Ficou fácil: este é o que está aqui comigo, esse aí com você e aquele lá longe. Perfeito para e-mails e relatórios sem complicação!

Como aplicar a regra em situações do dia a dia

No cotidiano profissional e acadêmico, a escolha entre este, esse e aquele aparece em e-mails, atas, trabalhos escolares, artigos científicos e até em mensagens informais. O domínio desses pronomes demonstrativos contribui para uma comunicação mais clara, evitando dúvidas sobre a que fato, documento ou ideia o texto está se referindo.

Alguns contextos frequentes em que o uso correto é especialmente importante são os seguintes, pois exigem maior objetividade e coerência na escrita:

  • Reuniões e atas: “Na reunião, serão discutidos estes temas: orçamento, metas e cronograma.”
  • Relatórios: “O capítulo anterior apresentou os dados da pesquisa; esta seção analisa esses resultados.”
  • Mensagens por escrito: “Conforme esse e-mail enviado ontem, o prazo foi alterado.”

Com o hábito de reler o texto e aplicar a regra de proximidade e de ordem da informação, o uso de este, esse e aquele tende a se tornar automático. Assim, expressões como “esses itens a seguir” deixam de aparecer, dando lugar à forma adequada “estes itens a seguir”, alinhada à norma culta da língua portuguesa.

Tags: CuriosidadesLíngua portuguesalínguasPortuguês
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