Entre as dúvidas mais frequentes de quem escreve em português está a escolha entre “faz cinco anos” e “fazem cinco anos”. A questão aparece em redações escolares, textos profissionais e mensagens informais porque envolve o uso do verbo fazer para indicar tempo decorrido. Entender essa regra ajuda a manter a norma culta, evita correções em concursos, provas e documentos formais e também melhora a clareza da comunicação cotidiana.
Faz cinco anos ou fazem cinco anos – qual é a forma correta
Em construções que indicam tempo decorrido, a forma considerada correta é “faz cinco anos”. Expressões como “faz dois dias”, “faz vinte minutos” ou “faz muitos anos” seguem a mesma lógica: o verbo não varia, porque assume valor impessoal.
A dúvida surge porque, em outros contextos, o falante associa naturalmente o número ao verbo e tenta fazer a concordância. Nesse uso específico de valor temporal, porém, a concordância não se aplica, pois não há sujeito gramatical; o que aparece é apenas um complemento de medida de tempo.
Para aprofundarmos no tema, trouxemos o vídeo do perfil @aprenderpravaler:
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Como usar corretamente o verbo fazer para indicar tempo no dia a dia
Na prática, sempre que “fazer” indicar tempo que passou ou duração, a orientação é manter o verbo no singular, no presente, no passado ou no futuro. Alguns exemplos ajudam a visualizar melhor esse uso em diferentes situações comunicativas formais e informais.
- Presente: Faz três semanas que o projeto começou.
- Pretérito imperfeito: Fazia dez anos que a empresa atuava no mercado.
- Futuro: Daqui a pouco fará dois meses que o curso começou.
- Expressões com “que”: Faz cinco anos que a lei entrou em vigor.
Quando usar fazem com verbo fazer em vez de faz
Além de indicar tempo decorrido, o verbo também pode marcar a ideia de duração contínua, como em: “Faz dias que chove na região”, mantendo-se impessoal. Já a forma “fazem” está correta quando o verbo indica uma ação concreta, com um sujeito definido que realiza a ação.
Nesses casos, a concordância verbal segue a regra geral: o verbo concorda com o sujeito, seja ele simples ou composto. O ponto central é observar se há um sujeito que possa responder à pergunta “quem faz?”; se existir esse sujeito, a forma “fazem” será adequada.
- Sujeito explícito no plural: As alunas fazem os exercícios diariamente.
- Sujeito composto: João e Maria fazem estágio na mesma empresa.
- Sentido de produzir, realizar, executar: Eles fazem relatórios todas as semanas.

Quais outros verbos funcionam de forma impessoal como fazer no tempo
O uso impessoal não é exclusivo do verbo fazer. Outros verbos também aparecem sem sujeito quando indicam fenômenos naturais, condições climáticas ou tempo, como “haver” no sentido de existir e “ser” em certas expressões de data e hora.
- Verbo haver (no sentido de existir): Há cinco anos não ocorria um evento semelhante.
- Verbo ser (tempo e hora): É uma hora da tarde. / Era meia-noite quando o sistema foi atualizado.
- Verbo fazer (tempo decorrido): Faz cinco anos que a regra é ensinada nas escolas.
Conhecer essas relações permite identificar com mais facilidade quando um verbo está funcionando como impessoal e, portanto, não exige concordância com elementos no plural. No caso da dúvida entre “faz cinco anos” e “fazem cinco anos”, a gramática normativa contemporânea é clara: ao indicar tempo, o verbo fazer permanece no singular.









