A doença de Alzheimer tem sido cada vez mais mencionada em conversas familiares, consultas médicas e reportagens, sobretudo pelo envelhecimento da população. Trata-se de um distúrbio neurodegenerativo que interfere, de forma lenta e progressiva, na memória, no raciocínio e no comportamento. Em muitos casos, os primeiros sinais passam despercebidos e são confundidos com o envelhecimento considerado “normal”, o que acaba atrasando a procura por ajuda especializada e o início de um acompanhamento adequado.
O que é Alzheimer e como a doença evolui ao longo do tempo
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que afeta principalmente a memória, o pensamento e o comportamento. Ele ocorre devido à morte progressiva de células cerebrais, interferindo na comunicação entre os neurônios. Os primeiros sinais costumam ser esquecimentos frequentes e dificuldade de aprendizado. Com o tempo, essas alterações se tornam mais evidentes.
Ao longo da evolução da doença, outras funções cognitivas também são comprometidas. A pessoa pode apresentar confusão, dificuldades de linguagem e perda de autonomia. Em estágios mais avançados, tarefas básicas do dia a dia se tornam difíceis. A progressão é gradual e varia de pessoa para pessoa.
Principais sintomas de Alzheimer e quando ligar o sinal de alerta
Os primeiros sintomas de Alzheimer muitas vezes aparecem em detalhes simples da rotina. Familiares relatam episódios de repetição de perguntas, troca de objetos de lugar e perda de itens importantes, sinais que não devem ser atribuídos automaticamente à idade, pois podem indicar alterações precoces da memória recente e da organização do pensamento.
Entre os sintomas mais frequentemente observados no início do quadro, destacam-se manifestações que afetam memória, comportamento e orientação no espaço, exigindo atenção e avaliação profissional quando se tornam frequentes ou progressivas:
- Perda de memória recente, como não se lembrar de conversas ou acontecimentos de poucas horas ou dias antes;
- Dificuldade para realizar tarefas cotidianas, como pagar contas na data correta ou seguir uma receita conhecida;
- Repetição de perguntas ou comentários em intervalos curtos, sem perceber que o assunto já foi tratado;
- Desorientação em trajetos conhecidos, incluindo dificuldade para conduzir ou voltar de lugares habituais;
- Problemas de linguagem, com dificuldade para encontrar palavras que expressem ideias ou sentimentos;
- Mudanças de comportamento, como irritabilidade, desconfiança sem motivo claro, agressividade, passividade e tendência ao isolamento.
Para aprofundarmos no tema, trouxemos o vídeo do Dr. Ivar Brandi (@ivarbrandineuro):
@ivarbrandineuro Esses são alguns sinais de alerta sobre a doença de Alzheimer. Você ou alguém do seu convívio já passou por esses sinais? #alzheimer #doencadealzheimer #doençadealzheimer ♬ som original – Dr Ivar Brandi Neurologista
Alzheimer tem cura e qual é a importância do diagnóstico precoce
Até 2025, não há cura estabelecida para a doença de Alzheimer, mas existem tratamentos que podem retardar a progressão dos sintomas e contribuir para uma vida mais funcional. Medicamentos específicos, aliados a intervenções não farmacológicas – como estimulação cognitiva, fisioterapia, terapia ocupacional e suporte psicológico – ajudam a preservar por mais tempo as capacidades remanescentes.
Quando o distúrbio é identificado precocemente, torna-se possível planejar cuidados futuros, iniciar tratamentos que reduzam a velocidade de piora e orientar a família quanto a adaptações na rotina. O controle de doenças associadas, como hipertensão, diabetes, depressão e apneia do sono, também é fundamental para evitar piora do quadro e manter a qualidade de vida por mais tempo.
Como prevenir a doença de Alzheimer ou reduzir o risco
A prevenção completa do Alzheimer ainda não é possível, principalmente em situações de forte componente genético ou de avanço natural da idade. Mesmo assim, estudos apontam hábitos que podem reduzir o risco de desenvolver demência ou postergar o surgimento dos sintomas, reforçando a importância de um estilo de vida saudável desde a meia-idade.
A proteção do cérebro está intimamente ligada ao cuidado com o coração e com o estilo de vida de forma geral. Atividade física regular, alimentação equilibrada, estímulo cognitivo e sono adequado formam um conjunto de ações que favorecem um cérebro mais resistente ao longo do envelhecimento.

Qual é o papel da família e da rede de apoio no cuidado com Alzheimer
O cuidado de uma pessoa com Alzheimer tende a se tornar cada vez mais complexo à medida que a doença avança, exigindo organização e divisão de tarefas. A família costuma assumir papel central, acompanhando consultas, administrando medicações, organizando finanças e garantindo um ambiente seguro, o que pode gerar sobrecarga física e emocional.
Profissionais de saúde recomendam que a rede de apoio seja construída desde os primeiros sinais, envolvendo parentes, amigos, cuidadores e serviços especializados. O acesso à informação de qualidade, a participação em grupos de apoio e o diálogo transparente com a equipe médica favorecem decisões mais seguras e tornam o manejo do Alzheimer uma responsabilidade compartilhada, melhorando as condições de cuidado no dia a dia.








