Alterações na visão nem sempre são apenas sinal de cansaço ou de excesso de tempo em frente às telas. Em muitos casos, o desconforto visual pode ser um alerta importante sobre o estado de saúde geral do organismo, já que os olhos funcionam como um “espelho interno”, capaz de revelar inflamações, problemas circulatórios e até doenças sistêmicas antes de outros sintomas.
Quais são os principais sinais de alerta nos olhos
Entre os diversos sintomas que podem surgir, alguns chamam mais a atenção dos especialistas por estarem ligados a problemas na retina, no nervo óptico ou em estruturas que controlam os movimentos oculares. Esses sinais podem indicar desde alterações localizadas até doenças vasculares, inflamatórias ou neurológicas que afetam todo o organismo.
De forma geral, os profissionais de saúde ocular consideram quatro alterações na visão especialmente relevantes e que merecem avaliação rápida, pois podem exigir atendimento de urgência e exames específicos de fundo de olho, tomografia ou campos visuais:
- Luzes que piscam ou pontos flutuantes, também conhecidos como “moscas volantes” ou flashes luminosos;
- Perda súbita ou progressiva de visão, em parte do campo visual ou em um dos olhos por completo;
- Sensação persistente de visão embaçada, que não melhora com descanso ou lubrificação ocular;
- Visão dupla em ambos os olhos, que desaparece quando um deles é tapado.
Para aprofundarmos no tema, trouxemos o vídeo da Dra Ana Cristina Santiago, oftalmologista especialista em ceratocone, refrativa e catarata, publicado em seu perfil com quase 20 mil seguidores:
@anacrissantiago 5 sinais de que você tem que procurar um médico oftalmologista urgente! #descolmentoderetina #uveite #ceratite #ulceradecornea #urgenciaoftalmologica #urgenciaoftalmologic ♬ som original – Cris Santiago
Como a alimentação influencia a saúde dos olhos
A ideia de que certos alimentos ajudam a “melhorar a visão” é frequentemente associada à cenoura, mas a nutrição ocular vai muito além desse exemplo. Diversos nutrientes participam da proteção da retina, da integridade da córnea e da circulação sanguínea que nutre os tecidos oculares, reduzindo o risco de doenças ao longo da vida.
Não se trata apenas de incluir um único alimento no prato, mas de manter um padrão alimentar variado, rico em vitaminas, minerais e gorduras de boa qualidade. Alguns grupos de alimentos são apontados como particularmente benéficos para a saúde visual e podem ser inseridos na rotina de forma simples:
- Cenouras: ricas em betacaroteno, convertido em vitamina A, essencial para a visão em baixa luz e para a superfície ocular;
- Vegetais de folhas verdes escuras (espinafre, couve, rúcula): fontes de luteína e zeaxantina, que protegem a retina da luz;
- Ovos: oferecem proteínas, luteína, zeaxantina e gorduras que auxiliam na absorção desses nutrientes;
- Frutas cítricas (laranja, limão, tangerina): concentram vitamina C, importante para os vasos sanguíneos e defesa antioxidante;
- Peixes gordurosos (salmão, sardinha, atum): ricos em ômega-3, associados ao bom funcionamento da retina e do filme lacrimal;
- Batata-doce e abóbora: fornecem betacaroteno e outros antioxidantes relevantes para a visão;
- Frutas secas, oleaginosas e sementes (amêndoas, nozes, linhaça, chia): contêm vitamina E, gorduras saudáveis e minerais que protegem as células oculares.

A cor dos olhos pode influenciar o risco de doenças
A cor dos olhos também tem sido objeto de estudos na oftalmologia, pois a quantidade de pigmento na íris pode se relacionar a maior ou menor suscetibilidade a determinadas doenças oculares. Alguns trabalhos indicam que indivíduos com olhos mais escuros têm risco aumentado de certos tipos de catarata quando comparados a pessoas com olhos claros.
É importante destacar que a cor dos olhos é apenas um entre vários fatores de risco, que incluem idade, exposição solar sem proteção, tabagismo, doenças crônicas, histórico familiar e hábitos de vida. Independentemente da tonalidade da íris, o uso de óculos com proteção UV, consultas oftalmológicas regulares e uma alimentação equilibrada são medidas centrais para preservar a visão.
No dia a dia, a combinação de atenção aos sintomas de alerta, prevenção com exames periódicos e estilo de vida saudável permite identificar problemas ainda em estágios iniciais. Assim, torna-se possível buscar diagnóstico e tratamento adequado no momento certo, favorecendo a preservação da visão ao longo dos anos.










