A forma como o verbo preferir é usado no dia a dia costuma gerar dúvidas, especialmente em situações de comparação. Em conversas informais, expressões como “prefiro isso do que aquilo” aparecem com frequência, mas nem sempre seguem a norma padrão da língua portuguesa, o que ganha relevância em contextos de escrita formal, exames e concursos.
O que é a regência do verbo preferir na norma-padrão
Nesse tema, discute-se quais termos acompanham o verbo preferir e de que forma eles se articulam dentro da frase. Na norma-padrão, a construção considerada correta é preferir algo a outra coisa, exigindo a preposição “a” em estruturas comparativas.
Exemplos simples ajudam a visualizar essa construção e sua aplicação em contextos formais e avaliativos, nos quais o uso adequado dessa estrutura funciona como um indicador de domínio da língua culta.
- Prefere café a chá.
- Prefere estudar em casa a estudar na biblioteca.
- Prefere viagens curtas a trajetos longos.
Para aprofundarmos no tema, trouxemos o vídeo da professora Fran, publicaod em seu próprio perfil que já conta com mais de 16 mil seguidores:
@frannegaaa PREFERIR: O correto é preferir algo a outra coisa. Segundo a norma culta, o correto é “prefiro doce a salgado”, por exemplo, pois o verbo preferir rege a preposição “a” e não a expressão “do que”. Preferir: dar preferência a algo, e não comparar por isso usar de “do que” é inadequado.#fyp#aprender#gramatica#linguaportuguesa#viral ♬ som original – frannegaaa
A expressão prefiro do que está sempre errada
A expressão “prefiro… do que” é bastante comum na linguagem cotidiana, em diferentes regiões do Brasil. Na norma culta, porém, quando há comparação direta entre dois elementos, recomenda-se “prefiro X a Y”, como em “Prefiro carne branca a carne vermelha”, especialmente em textos formais.
A confusão aumenta em estruturas com ideia de intensidade, negação ou comparação mais ampla, como “Prefiro chegar cedo do que correr riscos”. Alguns gramáticos aproximam essa construção de “é melhor… do que…”, mas, em produções formais, é preferível reescrever: “Prefiro chegar cedo a correr riscos”.
Como usar corretamente a regência do verbo preferir no dia a dia
Para aplicar a regência do verbo preferir de forma prática, uma estratégia é observar se há comparação direta entre dois elementos de mesma natureza. Nesses casos, a estrutura recomendada segue o modelo: preferir + termo 1 + a + termo 2, garantindo clareza e correção gramatical.
- Identificar o que está sendo comparado
Exemplo: “Prefere ônibus a metrô.”
Dois meios de transporte são colocados lado a lado, o que reforça o uso da preposição “a”. - Manter paralelismo na estrutura
Exemplo: “Prefere ler a assistir televisão.”
Dois verbos no infinitivo são comparados, mantendo uma construção equilibrada. - Ajustar frases com “do que” em contextos formais
Em textos mais cuidados, frases como “Prefiro estudar em casa do que sair” podem ser reorganizadas para “Prefiro estudar em casa a sair”.

Quais são exemplos práticos de prefiro a em diferentes situações
Para fixar o uso de “prefiro… a” de maneira mais concreta, é útil observar exemplos em diferentes áreas do cotidiano. A repetição em contextos variados facilita a internalização dessa regência e evita deslizes em redações, concursos e textos acadêmicos.
- Alimentação: “Prefere salada a frituras.” / “Prefere suco natural a refrigerante.”
- Trabalho e estudo: “Prefere trabalhar em equipe a atuar sozinho.” / “Prefere aulas presenciais a aulas totalmente on-line.”
- Lazer: “Prefere cinema a shows ao ar livre.” / “Prefere jogos de tabuleiro a jogos eletrônicos.”
- Rotina: “Prefere acordar cedo a estender o trabalho pela noite.” / “Prefere caminhar a usar transporte individual em trajetos curtos.”







