Uma rotina de exercícios em cadeira de baixo impacto tem ganhado espaço entre profissionais de saúde como alternativa segura para fortalecer músculos, melhorar o equilíbrio e recuperar mobilidade em diferentes fases da vida, inclusive no envelhecimento. Esse tipo de treino em cadeira é indicado especialmente para pessoas com mobilidade reduzida, em reabilitação, que passaram longos períodos em sedentarismo ou que desejam um retorno gradual às atividades físicas sem sobrecarga articular.
O que é o treino em cadeira de baixo impacto e como ele funciona
Trata-se de um conjunto de exercícios físicos realizados sentado ou com apoio em uma cadeira, com movimentos controlados e sem saltos. Essa modalidade se baseia em estabilidade, segurança e progressões graduais, respeitando diferentes níveis de condicionamento físico.
Nesse tipo de rotina, a técnica correta é um ponto central. Profissionais costumam orientar que a pessoa se sente na borda da cadeira, mantendo a coluna ereta, os ombros relaxados e os pés firmes no chão. O alinhamento postural ajuda a concentrar o esforço no tronco e nos membros, reduzindo a sobrecarga na lombar e protegendo articulações mais sensíveis.

Quais são os benefícios do treino em cadeira para força e mobilidade
O treino em cadeira favorece diversos grupos musculares de forma simultânea e pode ser um aliado na prevenção de perdas de força relacionadas ao envelhecimento. Entre os principais benefícios apontados por fisioterapeutas e educadores físicos estão: ganho de força em pernas, braços e abdômen; melhora da circulação; incremento no equilíbrio e na coordenação motora.
Em pessoas idosas, esse tipo de exercício em cadeira é frequentemente utilizado como estratégia para preservar a autonomia nas atividades do dia a dia, como levantar da cama, subir pequenos degraus ou caminhar em ambientes internos. A possibilidade de adaptação em intensidade, velocidade e amplitude torna o método apropriado também para fases de pós-operatório e reabilitação.
- Menor impacto articular: ideal para quem sente dor nos joelhos ou quadris e precisa proteger as cartilagens.
- Maior segurança: a cadeira reduz o medo de quedas durante o treino, favorecendo a adesão à rotina.
- Facilidade de acesso: pode ser realizado em casa, no trabalho ou em clínicas, sem equipamentos caros.
- Progresso gradual: permite evolução mesmo após cirurgias, internações prolongadas ou longos períodos de inatividade.
Quais exercícios podem fazer parte de um treino em cadeira
O treino em cadeira pode incluir movimentos voltados tanto para o aquecimento quanto para o fortalecimento e a mobilidade, sempre com foco em controle e segurança. A seguir, está uma sugestão de sequência que costuma ser utilizada em rotinas simples de 10 a 15 minutos, com ajustes de intensidade conforme orientação profissional.
- Marcha sentada
Sentado com a coluna ereta, a pessoa alterna a elevação dos joelhos, como se estivesse caminhando no lugar. Os pés sobem e descem sem tirar o tronco do encosto (quando houver), ativando flexores de quadril, coxas e promovendo condicionamento aeróbico leve.
- Elevação de pernas estendidas
Com as mãos apoiadas na lateral do assento, uma perna é estendida à frente, mantendo o joelho o mais reto possível. A perna sobe alguns centímetros e desce de forma controlada, fortalecendo coxas e abdômen e estimulando a circulação nos membros inferiores.
- Abdominais em cadeira
Sentado na borda da cadeira, as duas pernas podem ser elevadas ao mesmo tempo, mantendo o tronco estável e o abdômen ativado. Mesmo com pequena amplitude, o trabalho sobre a região central do corpo é significativo, favorecendo a postura e o controle de tronco.
- Abertura de peito com braços
Com o tronco levemente inclinado à frente, os braços se abrem lateralmente com as palmas ou polegares voltados para trás. Esse exercício em cadeira fortalece a parte superior das costas, ajuda a reduzir a postura curvada e contribui para uma respiração mais ampla.
- Sentar e levantar com apoio da cadeira
Já na posição em pé, a pessoa se aproxima da cadeira, flexiona lentamente os joelhos até encostar no assento e volta à posição ereta. Esse movimento é uma variação do agachamento assistido e trabalha glúteos, quadríceps e músculos estabilizadores, essenciais para deslocamentos diários.
- Extensão de quadril apoiado no encosto
Com as mãos no encosto da cadeira, uma perna é estendida para trás de forma controlada. A ação fortalece glúteos, melhora o equilíbrio e exige estabilização do tronco, além de estimular a propriocepção do membro de apoio.
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Como tornar o treino em cadeira mais seguro e eficiente
Para que o treino em cadeira traga resultados consistentes, pequenos cuidados fazem diferença e reduzem o risco de lesões. A escolha da cadeira é um deles: o ideal é que seja firme, sem rodinhas e com assento plano, em um ambiente estável e com espaço livre ao redor, evitando tapetes soltos ou objetos que possam provocar tropeços.
Profissionais da área recomendam atenção à respiração, evitando prender o ar durante o esforço, e o uso de calçados fechados e antiderrapantes para maior segurança. Em casos de doenças crônicas, cirurgias recentes ou limitação de movimento, a indicação é buscar liberação médica antes de iniciar qualquer programa de exercícios, integrando o treino em cadeira à rotina como ferramenta acessível para retomar a confiança corporal e preservar a independência funcional ao longo dos anos.









