Renunciar a algo para seguir em frente é um tema que costuma aparecer em conversas cotidianas, em terapias e até em decisões aparentemente simples, como mudar de emprego ou encerrar um relacionamento. A ideia central dessa reflexão é que, para “ganhar” em autonomia, saúde emocional ou clareza de objetivos, muitas vezes é necessário abrir mão de padrões, vínculos ou rotinas que já não fazem sentido.
O que significa deixar o que te afunda na prática
Quando se fala em deixar o que te afunda, não se trata apenas de pessoas ou situações claramente prejudiciais. Em muitos casos, o que impede o avanço são elementos discretos e persistentes: excesso de autocrítica, dificuldade em dizer “não”, apego a rotinas que já não ajudam ou metas que perderam o sentido com o tempo.
A renúncia, nesse contexto, é menos um rompimento dramático e mais um ajuste consciente de rota, alinhado com valores atuais e com a saúde mental. Na prática, esse movimento pode envolver revisões de rotina, mudanças de postura e decisões que parecem pequenas, mas acumulam impacto significativo ao longo dos meses.
- Rever compromissos que consomem energia sem trazer aprendizado ou crescimento.
- Estabelecer limites em relações marcadas por desrespeito ou desequilíbrios constantes.
- Questionar crenças antigas sobre merecimento, sucesso ou fracasso.
- Organizar melhor o tempo para reduzir sobrecarga e cansaço crônico.
Para trazer mais visões sobre o tema, trouxemos o vídeo da Ma Bedeschi, publicado em seu perfil @mbedeschi que conta com mais de 4 mil seguidores e fala sobre dia a dia:
@mbedeschi "Quer voar? Você precisa abrir mão do que te prende aqui no chão." – Tony Morrison ✨👀 #vibedodia #mudança #reflexão #autodesenvolvimento #energia #positividade #negatividade #MelRobbins #voar #remover #videohorizontal #longervideos ♬ som original – Ma Bedeschi
Como identificar o que está impedindo esse voo
A expressão “voar mais alto” costuma descrever fases em que a pessoa se sente mais coerente com seus valores e menos presa a padrões que não a representam. Antes disso, porém, é comum existir um período de investigação interna, em que dúvidas, medos e inseguranças aparecem com força.
Nessa etapa, algumas perguntas auxiliam a perceber o que está atrapalhando e a nomear o que funciona como peso emocional. Esse tipo de questionamento não busca culpados, mas sim informações, e pode ser aprofundado com apoio profissional, como psicoterapia ou grupos de suporte.
- Quais situações se repetem e geram a mesma sensação de desgaste?
- O que é mantido apenas por hábito ou medo de mudança?
- Quais responsabilidades foram assumidas por obrigação e não por escolha?
- Que atividades ou relações trazem uma sensação constante de esgotamento?
Renunciar é sempre perder alguma coisa
A palavra renúncia costuma ser associada à ideia de perda definitiva, mas, em processos de mudança, ela pode ter outro significado. Em vez de representar um fracasso, renunciar pode ser entendido como uma escolha ativa: deixar um caminho, uma rotina ou um padrão mental para seguir outro que faça mais sentido naquele momento da vida.
Quando a pessoa decide abrir mão de algo que a prende, geralmente há pelo menos três dimensões envolvidas, que exigem tempo, cuidado e disposição para se reinventar. Essas etapas não seguem uma ordem rígida, e cada pessoa lida com elas de maneira singular, de acordo com sua história, contexto e recursos emocionais.
- Emocional: lidar com o luto pelo que se deixa para trás, mesmo que já não fizesse bem.
- Prática: reorganizar finanças, horários, relações e planos a partir da nova decisão.
- Identitária: reconstruir a própria imagem sem o papel, o vínculo ou o hábito antigo.

Quais são os passos para começar a soltar o que afunda
Iniciar um processo de transformação costuma ser mais viável quando se pensa em etapas do que em mudanças radicais. Um caminho possível para começar a deixar o que impede esse “voo” envolve pequenos movimentos consistentes, que reduzem a sensação de paralisia e aumentam a confiança nas próprias escolhas.
Esse tipo de organização não elimina imprevistos, mas reduz a sensação de estar preso a uma situação sem saída. A cada ajuste, torna-se mais nítido o que contribui para o crescimento e o que permanece atuando como peso, abrindo espaço para uma vida mais alinhada com prioridades reais.
- Reconhecimento: admitir que algo não está bem, mesmo que ainda não haja clareza sobre o que mudar.
- Mapeamento: listar hábitos, relações e compromissos que geram desgaste contínuo.
- Prioridade: escolher um ponto específico para trabalhar primeiro, evitando sobrecarga.
- Planejamento: definir ações concretas, como conversar com alguém, buscar orientação ou ajustar rotinas.
- Monitoramento: observar como as mudanças afetam o bem-estar ao longo das semanas.
Por que essa ideia segue atual em 2026
Em 2026, rotinas aceleradas, sobrecarga de informação e pressões profissionais e pessoais intensas ampliam a sensação de estar constantemente dividido entre múltiplas demandas. Nesse contexto, a proposta de “deixar o que afunda para poder voar” ganha força como convite à seleção consciente: escolher com mais cuidado onde investir tempo, energia e atenção.
Entre trabalho remoto, novas formas de vínculo e desafios de saúde mental cada vez mais discutidos, cresce a importância de revisar acordos, expectativas e padrões herdados. Ao reconhecer o que funciona como âncora e o que funciona como impulso, cada pessoa passa a ter mais elementos para construir um cotidiano menos pesado e mais alinhado com aquilo que deseja sustentar a longo prazo.








