Comprar roupas em segunda mão tornou-se um hábito comum em muitas cidades, seja por causa da preocupação ambiental, seja pela economia que proporciona. Brechós, plataformas online e feiras especializadas oferecem uma grande variedade de peças, muitas vezes em bom estado e com preços acessíveis, mas é essencial conhecer os limites dessa prática para garantir higiene, segurança e bom custo-benefício.
O que não comprar em segunda mão e quais os principais riscos
Ao falar em roupas de segunda mão, especialistas recomendam evitar itens que ficam em contacto direto e prolongado com áreas mais sensíveis do corpo. Peças íntimas, roupas de praia e roupas esportivas muito ajustadas podem acumular bactérias, fungos e odores ao longo do tempo, mesmo após lavagens convencionais.
Além da questão sanitária, alguns materiais absorvem suor e umidade de maneira intensa, o que dificulta a higienização completa e aumenta o risco de alergias e irritações na pele. Em certos casos, esses itens podem ainda perder suas características originais de conforto, sustentação e ajuste ao corpo.
Para trazer histórias reais, trouxemos o vídeo da Giovanna Paveloski, publicado em seu perfil @gigiougi que conta com quase 300 mil seguidores nas redes sociais:
@gigiougi Já compraram algum desses itens de segunda mão? 👀 #terrortiktok #historiadeterror #terror ♬ Mysterious and sad BGM(1120058) – S and N
Quais peças devem ser evitadas ao comprar roupa usada
Na hora de escolher roupas em segunda mão, alguns grupos de peças costumam aparecer na lista de itens desaconselhados por especialistas. São peças que, pelo tipo de uso, formato ou contato direto com a pele, tendem a oferecer maior risco à saúde e menor durabilidade, mesmo quando parecem visualmente bem conservadas.
Para facilitar a avaliação, veja alguns exemplos frequentes de itens que merecem atenção redobrada antes da compra:
- Sapatos muito usados: o calçado adapta-se ao formato do pé do antigo dono, o que pode causar desconforto, bolhas e até problemas posturais. Tênis para corrida ou treino intenso merecem atenção redobrada.
- Roupa íntima: cuecas, calcinhas, soutiens e boxers, mesmo higienizados, podem manter microrganismos nas fibras. Por questões de saúde, costuma ser um tipo de peça indicado apenas para compra nova.
- Roupa de praia: biquínis, maiôs e sungas seguem a mesma lógica das peças íntimas, já que ficam em contacto direto com a pele e frequentemente com ambientes úmidos. Exceções podem ser feitas apenas para itens claramente novos, com etiqueta e sem sinais de uso.
- Roupas esportivas coladas ao corpo: leggings, tops e shorts de compressão podem perder elasticidade, sustentação e capacidade de ventilação com o uso intenso, o que reduz o desempenho e o conforto.
Vale a pena comprar roupas difíceis de lavar ou muito danificadas
Entre as roupas usadas, há peças que chamam atenção pelo design, marca ou preço, mas que podem se transformar em fonte de gastos inesperados. Itens que exigem limpeza a seco frequente costumam demandar um investimento recorrente em lavanderias, e materiais como couro, seda e tecidos muito delicados podem estragar facilmente se não forem cuidados da forma correta.
Peças com defeitos também pedem análise cuidadosa, pois o custo de conserto pode superar a economia da compra. Rasgos em áreas estruturais, forros inteiros danificados, manchas profundas ou ajustes grandes de tamanho exigem trabalho especializado e tempo, o que pode tornar mais vantajoso investir em uma peça nova similar, a menos que se trate de um item raro ou com forte valor afetivo.

Como escolher melhor roupas em segunda mão com segurança e economia
Para aproveitar os benefícios das roupas de segunda mão sem abrir mão de cuidados básicos, vale adotar alguns hábitos simples. Verificar etiquetas de composição, instruções de lavagem, sinais de desgaste e possíveis odores fortes ajuda a identificar se a peça oferece boas condições de uso e higiene.
Outro cuidado importante é planejar a compra com base no seu guarda-roupa atual, avaliando se o tamanho é adequado, se combina com o que você já tem e se haverá necessidade de ajustes além do básico. Ao somar o custo da peça, dos reparos e da manutenção, fica mais fácil saber se aquele achado realmente compensa e se contribui para um consumo mais consciente, sustentável e saudável.








